segunda-feira, 23 de março de 2009

A Bem Dizer...


Em Portugal parece que todos podem ser políticos ou jornalistas. Parece que ambas as actividades se baseiam no mais puro casuísmo. Assentes no "bitaite", no "achismo",e veiculadas na net e nas novas redes sociais.

Sofia Rocha na Geração de 60

domingo, 22 de março de 2009

sábado, 21 de março de 2009

Jochen Lempert na Culturgest


Trabalho de Campo, até 10 de Maio

Frase

Num pequeno-almoço de trabalho, Henri de Castries, presidente mundial da seguradora Axa, recordou-me hoje uma frase célebre mas bem verdadeira: "Os americanos acabam sempre por fazer a opção certa, depois de terem experimentado todas as erradas".

Francisco Seixas da Costa no seu Duas ou Três Coisas

Os Ricos e Poderosos e o Óraculo do Campo Grande


Maria João Avillez diz na Sábado que "os ricos e poderosos vivem no susto de que José Sócrates não ganhe as próximas eleições".
Como esta frase é citada pelo Público não sei o contexto em que a senhora a escreveu.
Assim são possíveis duas leituras.
Os "ricos e poderosos" vivem no susto de que Sócrates não ganhe porque sabem, perfeitamente, o estado calamitoso do PSD e então é que seria o caos.
Mas parece-me que não era aí que Avillez queria chegar.
O seu traquejo de rica, poderosoa, amiga do PSD e jornalista tantos anos no Expresso fazem-me prever que quereria insinuar que o PS está do lado dos "ricos e poderosos" em contraste com o PSD que estaria do lado dos pobres e fracos.
Só que os papalvos já não são como antigamente e há frases que têm o efeito contrário aquele que os vivaços e os espertos, ou chico-espertos, pretendem obter.

Dia Mundial da Poesia


Quatorze Versos

Un soneto me manda hacer Violante...
LOPE DE VEGA

O primeiro é assim: fica de parte
No segundo já posso prometer
que no terceiro vai haver mais arte.
Mas afinal não houve...Que fazer?

Melhor será calar, pois que dizer
nem no sexto conseguirei destarte.
Os acentos errados é favor não ver;
nem os versos errados, que também sei hacer...

Ó nono verso por que vais embora
sem que eu te sublime neste décimo?
Ao décimo-primeiro dediquei uma hora.

Errei-o.Mas que importa se a poesia,
mesmo que o não errasse, já não vinha?
É este o último e, como os outros, péssimo...

Alexandre O'Neill em Abandono Vigiado (1960)

O Monstro


António Jorge Gonçalves

Os Grandes Pintores


sexta-feira, 20 de março de 2009

Digam Algo de Positivo!


A famosa taxa Euribor, à qual estão indexadas as taxas de juro dos empréstimos bancários para compra de habitação própria, continua a descer.
E, consequentemente, continuam, a descer as prestações devidas aos bancos.
E, ao contrário do que aconteceria se estivessem a subir, não tenho visto nem ouvido a comunicação social, referir que agora OS PORTUGUESES vão pagar menos não sei quantos Euros por cada não sei quantos mil Euros emprestados.
Enfim, são os dúplices critérios da nossa isenta comunicação social!

Leite Incoerente...Azedo


Manuela Ferreira Leita no CCB: "...O Governo recusa-se a aceitar as sugestões da oposição..."


"Manuela Ferreira Leite: "...A oposição não tem que apresentar Propostas. Fá-lo-emos quando apresentarmos o nosso programa eleitoral.."


Entre uma frase e outra, há um intervalo de tempo de 3 meses! Fico perplexo!

Óscar Carvalho no Perplexo

quinta-feira, 19 de março de 2009

Frases Urticantes


"Janela de oportunidade"

Digam Algo de Positivo!


Li aqui há dias que o nosso país ocupava o 17º lugar nos vinte destinos turísticos mais procurados.
Seria interessante ter visto isto nas notícias de primeira página
Ou nas fabulosas, nada alarmistas e sensacionalistas notas de rodapé dos nossos
noticiários televisivos.
Nem vi o ministro Pinho, nem António Costa, dada a importância de Lisboa, aproveitarem a ocasião para anunciarem medidas de consolidação e incremento do nosso turismo.
Não, não estou a falar de autorizações para construção em áreas protegidas.
Estou a referir-me pequenas medidas, limpeza urbana, calcetamento de ruas, sanitários, jardinagem, informações turísticas, policiamento de proximidade, transportes urbanos decentes e tantas outras.
A aposta no turismo não pode nem deve ser descurada mesmo nestes pequenos pormenores!

"Peanuts" aos quais os nossos politicos não se dignam a dar importância.

Mário Soares: Autocritica (Quase) Póstuma


Olhem para o que eu digo não olhem para o que eu fiz

quarta-feira, 18 de março de 2009

O Caso Freeport e a Queda das Máscaras


O caso Freeport fez cair de vez o mito dos órgãos de comunicação auto-denominados independentes.
E ainda bem – os meios de comunicação privados não precisam nem devem fingir que são independentes – estão ao serviço dos seus patrões ou accionistas ou, quando muito, a servir interesses das suas equipas dirigentes.
Serviço que actualmente é, como não podia deixar de ser, favorável aos partidos da direita.
E os governos ( do PS) nada têm com isso, desde que sejam respeitadas as leis em vigor.
Já no que diz respeito aos órgãos de comunicação social do Estado estes terão de assumir clara e inequivocamente as posições do governo ou, em última instância reflectir proporcionalmente as ideias dos partidos conforme os resultados eleitorais.
O que não pode suceder é a actual fantochada em que os privados apoiam claramente os partidos da direita enquanto que os órgãos de Estado dão praticamente o mesmo tempo de antena a todos, tenham 40 ou 4% de votos. E como, nalguns casos, funcionam em roda livre, ou seja em quase auto-gestão, forma-se uma coligação negativa, juntando direita e extrema- esquerda, e o governo é aqui tão mal tratado como no privado.
Tem pois o governo o dever de intervir e alterar esta situação modificando radicalmente a informação, designadamente na RTP.
Para mediocridade, populismo e demagogia já basta a SIC e a TVI!
Tudo isto, evidentemente, ao contrário do que diz Pacheco.
Não podia ser de outro modo!

terça-feira, 17 de março de 2009

A Coveira do PSD


“Ninguém nos ouve”.


Desabafa Manuela Ferreira Leite numa jantarada do PSD,com aquele seu ar grave, de cangalheiro.

SENTIDOS PESÂMES

O Complexo do Ex-Colonizador (Saloio)

André Carrilho


A visita de José Eduardo dos Santos ao nosso país deu ocasião, à direita e à esquerda, para se evidenciarem complexos racistas e até xenófobos absolutamente chocantes.
Brincalhões a dizerem que JES vinham visitar a província, outros a mostrarem receio pelos investimentos angolanos em Portugal
Sim, esses mesmo que toda a vida têm sido serventuários de interesses estrangeiros, mas “ocidentais”, logo, como temos comprovado nos últimos tempos, absolutamente “limpos”.
Outros ainda há trinta anos que criticam a opção europeia mas quando o governo decide diversificar para o Magrebe, o Brasil e os países africanos lusófonos logo vêm com um chorrilho de objecções.
Não saberão eles que Portugal é um pequeno e pobre país que tem de aproveitar, SEM COMPLEXOS, todas as oportunidades para consolidar a sua economia, designadamente aquelas que vêm dum país com a riqueza potencial de Angola?
É que se Portugal não quer, dezenas de outros aproveitarão – saberão os puristas o que já se faz em Espanha e Brasil para “apoiar” Angola?

A Calamidade


“O jornalismo foi a maior calamidade depois de Gutemberg”
(Ouvido ontem à tarde numa aula de filosofia da UNL)

segunda-feira, 16 de março de 2009

... É Só fazer as Contas



Bayern bate Rio Ave por 9-1.


O rui é mau e consegue superar a ironia de Ferreira Leite. Parabéns!

No Tempo das Cervejas


Na passada sexta-feira, em Lisboa, os manifestantes.
Muitos milhares. Mais zero menos zero, isso não interessa nada.
Não é assim Constança?
Alguns deles teriam toda a razão para se manifestarem.
Jovens e mais jovens desempregados.
Ou com emprego intolerável e ilegalmente precário.
Desempregados de pequenas e médias empresas sobreviventes dos tempos em que os grandes economistas tipo Salgueiro, Constâncio, Silva Lopes, Medina Carreira e quejandos desvalorizavam a moeda para “manter a competitividade da economia”.
Desempregados efectivos e potenciais de multinacionais que nessa ocasião para cá vieram e agora se “deslocalizam” para onde a mão-de-obra ainda é mais barata.
Só que, manipulados indecentemente pelo PCP e pelo BE, manifestavam-se contra este governo.
Como se este governo fosse culpado desta situação.
Como se este governo pudesse resolver esta situação.
Eles poderiam era rebelar-se contra este sistema, dito “de mercado” que chegou a este estado comatoso não se vislumbrando alternativa.
Mas não é esse o interesse imediato do PCP e do BE.
De qualquer modo os altos comandos sabem que tem de haver estes momentos de descompressão para a “panela de pressão” não rebentar.
E ainda Carvalho da Silva discursava nos Restauradores já as esplanadas das Portas de Santo Antão se enchiam com manifestantes de bandeiras enroladas a beber as cervejas a que julgam ter (e têm) direito!

A Tempestade


No Teatro do Bairro Alto, a Cornucópia apresenta a peça de Shakespeare até 26 de Abril

sexta-feira, 13 de março de 2009

Questões de Vocação

" O Cura de Portugal "por António Jorge Gonçalves


Quem não chora não mama!

Questões de Vida


Questões de Fé


Sigam O Meu Exemplo Lá No Jornal*







Em tempos de crise tão agreste, basta olhar para o brilhozinho nos olhos de empresários, gestores e governantes de cada vez que se fala num “negócio que angolano”.
Esperemos, porém, que essa predisposição para o negócio não nos leve a vender a alma.
Ainda há valores que não devem ceder ao brilho dos diamantes ou do ouro negro.

Eduardo Dâmaso no “Correio da Manhã”

* Extensível às fotomontagens da primeira página

quinta-feira, 12 de março de 2009

Os (Novos) Óculos de Sol de Manuela Ferreira Leite


Já arranjei muito bem
Tudo quanto convém
P’ra S.Bento levar
O pente, o espelho, o baton
E o creme muito bom
Quero na TV brilhar
Tenho o meu Pacheco portátil
E o saia-casaco
Também está no meu rol
E como é bom de ver
Não podia esquecer
Os meus óculos de sol

Refrão:
Que levo p’ra chorar uuuuhuh
Sem ninguém ver
P’ra não dar uuuuhuh
A perceber
P’ra ocultar uuuuhuh
O meu sofrer
Pois eu sei que vou encontrar
Outra sondagem sempre a baixar
E o Menezes a criticar
E eu vou passar
A tarde a chorar

Já pensei não sair
Mas aonde é que eu hei-de ir
Com este calor?
O que é que eu hei-de fazer
P’ra não ter de ver
Um partido em dor?
Vê-lo-ei com certeza
Mas eu peço à tristeza
Um pouco de controle
E pelo sim pelo não
Eu vou ter sempre à mão os meus óculos de sol

Vou chorar
Uuuuh uh
Vou sofrer
Uuuuh uh
Vou chorar
Uuuuh uh

( Adaptação da célebre canção de Natércia Barreto)

Assim Se Vê A (In)Coerência do B.B.


CONTRA ESTA 'ESTABILIDADE'
«Há um tédio recíproco entre o partido que nos pede o voto na "estabilidade" e nós, amolgados pelo triste horror do dia-a-dia, e desalentados com a nossa própria imprevidência, que, um pouco levianamente, lhe deu, há quatro anos, a maioria absoluta. Por outro lado, no conclave de Espinho foi demonstrado que existe um fervor militante espantoso, o qual permitiu, à maneira de Kim Jong-il, um unanimismo jubiloso e compacto a apoiar o líder.» [Diário de Notícias]
Parecer:
O mesmo Baptista-Bastos que aqui compara Sócrates ao ditador norte-coreano ainda há bem pouco tempo escreveu um artigo em defesa do PCP, precisamente a propósito das críticas que foram dirigidas ao congresso daquela partido. A isto chama-se falsa incoerência manhosa.


quarta-feira, 11 de março de 2009

Radio Clube, Um Modelo de Presunção de Remissão Muito Preguiçosa


Ontem no noticiário das 13 horas.
Nos destaques de primeira página (para desvalorizar a visita de José Eduardo dos Santos):
"UM MILHÃO DE PORTUGUESES NÃO CONSEGUE VISTO PARA ANGOLA"
No desenvolvimento da notícia :
"NOVENTA MIL PORTUGUESES NÃO CONSEGUE VISTO PARA ANGOLA".
Com UM ou DOIS minutos de intervalo.
Enfim, mais zero menos zero, é tudo a mesma coisa.

Manuela Já Nomeou Um Ministro


Tirou os óculos de sol. Intervalou a resolução da crise. Mandou ás urtigas a pretensa preocupação do PS com a imagem.
Fez um esforço, consultou Pacheco e as manas Avillez e indigitou um ministro para o seu futuro (mau) governo.
José Eduardo Martins, esse filho de boa gente, será ministro da (Má) Educação.
Coitado do Mário Nogueira!