segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Os Princípios Inculcados Desde Criança Parece Terem Maus Fins



O presidente da Associação 25 de Abril, Vasco Lourenço, acusa a assessoria de imprensa da Presidência da República de ter dito "inverdades e meias-verdades" sobre a ausência de Cavaco Silva no colóquio que assinalou o 10.º aniversário da morte de Ernesto Melo Antunes, avançou o semanário "Expresso".
No sábado, a assessoria de imprensa do Palácio de Belém justificou que o Presidente da República "tinha intenção de se associar de alguma forma à justa homenagem a Ernesto Melo Antunes" e, por isso, marcou uma audiência com os organizadores do colóquio para dia 13 de Outubro.

"Nunca nos foi dito que a audiência se destinava a analisar a forma do Presidente da República se envolver ou apoiar a homenagem", acusa, porém, Vasco Lourenço.
O membro da comissão promotora da homenagem garante ainda ao "Expresso" que o convite a Cavaco Silva foi feito "ainda antes das férias do Verão". Da Presidência, veio a resposta que o presidente "não presidiria ao colóquio e que também não estava disponível para dar o seu alto patrocínio à homenagem". Daí que a decisão de não comparecer à audiência com Cavaco tenha sido "pacífica" entre os membros da comissão executiva, composta por Fernando Melo Antunes (irmão do falecido ministro dos Negócios Estrangeiros), José Romano, Maria Inácia Rezola, Mário Mesquita e Vasco Lourenço.
Agora, a comissão vai reunir-se quarta-feira para provavelmente abordar "mais esta confusão da Presidência da República, depois de toda a história à volta das alegadas escutas", segundo Vasco Lourenço.


No jornal "i"ONLINE (via Camâra Corporativa)

Sobre a Linguagem Opaca do Corpo Judicial


...Não se trata de uma linguagem, como a da ciência ou a da filosofia, codificada por necessidade de rigor conceptual. Na ciência, esse rigor serve para evitar os equívocos, para não dizer com as palavras uma coisa diferente daquilo que se pretende. Mas nesta linguagem jurídica que nos envolve acontece precisamente o contrário: as palavras cristalizam-se, tornam-se corpos sem vida, e o que passou a ter significado é o acto de as proferir. Assim, aquilo que se apresenta como a razão jurídica é afinal a performance de um corpo monstruoso : o corpo judicial.


António Guerreiro no "Expresso"

Saramago, Mesmo Sem Marketing


Se Nietzsche, Proust, Baudelaire ou Rimbaud sobrevivem à flutuação das modas, devem-no ao desinteresse da sua crueldade, à sua cirurgia demoníaca, à generosidade do seu fel. O que faz durar uma obra, o que a impede de ficar datada, é a sua ferocidade. Afirmação gratuita? Reparem no prestígio do Evangelho, livro agressivo, para não dizer venenoso.


Cioran em Silogismos da Amargura

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Vacina


António Jorge Gonçalves

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Autonomias


O famigerado Mário Nogueira da Fenprof andou por aí a afirmar que ainda não conseguiu vislumbrar se a nova ministra da Educação tem autonomia de acção.

Poderá ser verdade, o senhor não terá grandes capacidades de discernimento, mas quanto a ele próprio, Nogueira, não terá autonomia nenhuma.

Como todos sabemos é um pau-mandado da estratégia do PCP!

Ao "Quisto" Chegou !


O senhor Procurador da República ao saír de uma exposição de pintura, na Fundação Mário Soares, avisou que no próximo sábado iria tomar as decisões a que tem direito relativamente ao caso Face Oculta.

Pergunta: A lei impõe aviso prévio das decisões que irão ser tomadas pelo PGR? Quanto tempo?

Ou terá sido fruto de aconselhamento, sempre bom e oportuno, de qualquer agência de comunicação?

Ou ainda fruto de parolice e peneirice?

Seja como for isto só vem confirmar o estado calamitoso da nossa justiça e investigação crfiminal.

OBAMAO


António Jorge Gonçalves

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Entidades Reguladoras - De Olhos Bem Fechados


Pela Boca Morre o Peixe


A nova directora do Público continua com a sua "velha" coluna de domingo na Pública.
Mas desta vez, um tanto a despropósito, termina com uma máxima de encher o olho.
Digna de directora capaz destas máximas que nem o Fernandes.
E o que diz Bárbara?
"Podemos medir o nível de desenvolvimentode um país pelo PIB ou pela mortalidade infantil. Eu prefiro usar a medida da qualidade do jornalismo".
É caso para ver o que Bárbara fará do Público.
Mas parece-me que bem pode esperar sentada!

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Isabel Alçada, uma lufada de ar fresco, Judite de Sousa uma lufada de bafio!


...Ontem foi Judite de Sousa quem ficou encurralada. A entrevistadora quis politizar tudo porque não sabia como acompanhar as soluções avançadas pela ministra. Foi um duelo desigual. A educação é muito maior que as guerras sindicais. É muito maior que a maldita avaliação. Os professores são essenciais. Os pais, importantes. Os alunos, o objectivo final. Um país começa a construir-se por aqui. Grande lição.


André Macedo no "i"!

domingo, 15 de novembro de 2009

Eu Queria Era Fechar-me nos Estados Unidos mas o Sócrates Lixou-me


Ontem, Mário Crespo levou Berardo ao Jornal das Nove. Queria entalar Vara. Saiu entalado. Imagem para aqui, respeitabilidade para acolá, pessoas acima de toda a suspeita, esgares de perplexidade, enfim, o catálogo todo da indignação. E continua a receber os honorários...?, pergunta Crespo, marreco de saber que sim, mas era preciso dizer em directo, para que o “bom povo” saiba que uns são filhos e outros enteados. Berardo confirma. Com certeza! Explica a tramitação legal. Crespo insiste. Mas... Não há mas, contrapõe Berardo. Há regras! E termina o round de forma magistral: Ouça lá, ó Mário, e se alguém escrever uma carta anónima a acusar você de crimes, e o MP abrir um inquérito, você fecha-se num quarto a chorar? Não se defende? Crespo passou logo para o petróleo.
Eduardo Pitta no Da Literatura

O Que Diz Rui Rangel

Ana Vidigal


"O governo socialista não convive bem com a independência e a isenção da justiça".
Pensei estar a ler o Inimigo Público.
Independencia e isenção da justiça?
Por favor não brinque connosco.
Sim, porque a sério ninguém o levará.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Comunidade Europeia


António Jorge Gonçalves

Limpar o "i"


Pedro Lomba deixou o "i", onde perorava uma vez por semana, e começou a escrever no Público às terças e quintas.
Sugiro à direcção do jornal que deixe partir Paulo Tunhas, Jaime Nogueira Pinto e João Carlos Espada.
Assim o "i" pouparia uns dinheiritos e contribuiria para o progresso do Público.
Uma autêntica barbaridade!
CORRECÇÃO : Ao comprar o "i" hoje, deparei com a habitual crónica de Pedro Lomba.
Afinal o senhor vai ficar nos dois jornais.
É o oportunismo, dos dois jornais e de Lomba, mesmo depois do escândalo das Sónias.
Afinal tanta conversa mas para ele o crime também compensa.
Há-de chegar longe!

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

"Culpa de Sócrates" diz "Manela" a Cavaco


Pseudónimos, Heterónimos & Outros Anónimos


Segundo a comunicação social também o CDS terá sido bafejado com dinheiros do Sr. Manuel Godinho.
Entretanto, altos responsáveis daquele partido apressaram-se a dizer que o nome do senhor não consta da lista de doadores respeitante ao ano de 2001.
Acrescentaram ainda que, nessa altura ninguém saberia quem era Manuel Godinho.
Mas eu pergunto a João Almeida se, por acaso, não constará nessa lista o Sr. Jacinto Leite Capelo Rego.
É que isso explicaria muita coisa!

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Futebóis


José Eduardo Bettencourt já apresentou novo treinador do Sporting!

Chama-se Paolo Bienti, é italiano, um completo desconhecido para o mundo do futebol e foi hoje ao final da tarde apresentado como treinador do Sporting.
O novo treinador surpreendeu pelo seu fluente português, mas foi parco em palavras, prometeu trabalho, pediu tranquilidade aos sócios e jogadores, e ainda avisou que não gosta muito de jogadores sérvios nem pensa mudar o losango como esquema de jogo. Por seu lado José Eduardo Bettencourt realçou a dificuldade em encontrar um substituto à altura, mas acredita que este treinador italiano é o único capaz de preencher o vazio que tem no coração e que foi uma sorte encontrar alguém assim em tão pouco tempo.


(Recebido por e-mail, sem referência de fonte)

Comidas, Bebidas & Outros Cozinhados


O que acontece a Sócrates, então, pode acontecer a qualquer um. Basta haver interesse. Eu poderei ser escutado a falar com um amigo, apenas porque esse amigo está a ser investigado pela Judiciária. Na conversa poderei dizer que me está a apetecer muito comer uma francesinha, que gosto de italianas bem quentes, que detesto cariocas e que não suporto galões. Meses mais tarde, o cabrão do 2º F, que se dá com a malta certa para conseguir as coisas erradas, distribui pelas caixas de correio do prédio um panfleto onde revela que eu fui apanhado em escutas a falar da minha vida sexual promíscua, do meu xenofobismo e da ameaça que represento para as chefias militares. E lá se vai por água abaixo o noivado com a vizinha do 4º andar, filha de coronel.

Val de Valupi no Aspirina-B (excerto)

Alcoviteiros é Pouco!


Os Alcoviteiros
Textos como este (que, a bem da educação, me vou abster de qualificar) eram impensáveis há uns anos. Dirão que ainda bem, que se quebram tabus. Nem isso é verdade. A relação de Sá Carneiro com Snú chegou a ser usada politicamente por pessoas com enormes responsabilidades. Mas, em geral, há um pudor português, um pouco hipócrita, que faz com que não se envolva a vida privada dos políticos no debate. E ainda bem. A essa hipocrisia, como a outras, chama-se civilidade. Quem diz tudo o que pensa não é corajoso, é apenas idiota. E quem é sempre frontal não é sincero, é só inconsciente.
Mas com os comentários na net, a “conversa” permanente sem mediadores, Portugal vai perder a sua inocência. E isto não vai ficar melhor. É por isso que a única saída que resta a um político (ou a qualquer figura pública) é nem abrir um pouco a janela. Para poder dizer, à primeira pessoa que faça a mais inocente referência à sua vida familiar, “não lhe admito!” Não ser nem casado, nem solteiro, nem hetero, nem gay, nem bi. Às vezes uma pessoa distrai-se, mas não pode. Nos tempos que correm, temos de ser apenas personagens. A intimidade, essa, tem de estar bem longe dos olhares públicos. Porque não há qualquer pudor em usar a vida privada contra a pessoa pública, tem de defender com unhas e dentes os que lhe estão próximos. O amor já é suficientemente difícil sem milhares de alcoviteiros a comentar. E por eles, desculpem, tenho um desprezo sem fim. Porque usar os amores dos outros para os atacar é o maior acto de cobardia que me ocorre.
Só que este post tem um subtexto: o incómodo por haver mulheres públicas que são mais do que esposas de senhores importantes. Têm opiniões. Lutam por elas. Por vezes com violência. Terá a Fernanda influência nas opiniões de José Sócrates? Não faço ideia mas é provável. Ela, os amigos e amigas dele, os colunistas que ele lê, os seus assessores e ministros, os seus camaradas de partido. No fim é ele que decide o que quer e é ele que é julgado por o que decide. Qual é então o sentido do texto de Vasco Lobo Xavier? Transformar o tema num assunto de alcova e transformar a Fernanda numa espécie de Mata Hari das causas fracturantes. E isto revela o machismo profundo que vive dentro destas cabeças. As mulheres ou são esposas serenas, as grandes mulheres que estão “atrás” dos grandes homens, ou dissimuladas fêmeas que os manipulam, umas sarnas que lhes moem a cabeça quando eles chegam a casa cansados.
Só no dia em que esta gente conseguir, por um segundo que seja, olhar para uma mulher sem pensar de quem ela é esposa ou namorada é que ficaremos a saber que perceberam em que século vivem.

Daniel Oliveira no Arrastão

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Mudam-se os Tempos


Barbaridades no Público


Ao fim da primeira semana a nova "politica de editoriais" do Público está a revelar-se um autêntico desastre.
Um editorial, não assinado e exibindo a posição oficial do jornal, tem de ser uma prosa séria, reflectida.
Não é matéria para "encher chouriços" todos os dias.
Quanto ao resto ainda é cedo para observar mudanças.
O que é certo é que a apresentação gráfica do "i" parece imbatível.
E, perante a sensaboria dos editoriais, quase cheguei a ter saudades das barbaridades (não é piada) do José Manuel Fernandes!

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Um Grande Futuro


Neste momento, em directo nas TV's fala Jorge Jesus treinador do Benfica.
Na SIC-Notícias, na RTP-N e na TVI 24.Em simultâneo.
O nosso futuro está garantido.

Moeda (Ad Usum Cavacus)


A lisonja é uma moeda falsa que só tem uso porque somos vaidosos.

François de LaRochefoucauld

As Açoteias de Vidro


No fim de semana um jornalista "ingénuo" comentou que aquilo que, no caso Face Oculta, "safa" o PS são os telhados de vidro dos outros partidos.
Como se não soubesemos que, no caso BPN, o que "safou" o PSD foram os telhados de vidro do PS.
Como se não soubessemos que, no caso dos sobreiros e dos submarinos, o CDS se safou graças aos telhados de vidro do PS e do PSD.
Vão-se safando uns aos outros.
Até naqueles casos em que,não existindo telhados, existem açoteias.
Como em Boliqueime!

sábado, 7 de novembro de 2009

O Crime (às vezes) Não Compensa



Asfixia das sondagens ou a sondagem das asfixias?
A popularidade de Cavaco Silva não pára de cair. Uma sondagem da Rádio Renascença, SIC e Expresso, revela que o Presidente da República registou um queda bastante significativa, de 27,4% para 3,5%.

Parece que o povo português julgou "improcedentes" as suspeitas não fundamentadas de Cavaco Silva e "indeferiu" o "pedido/tentativa" de manipulação eleitoral a partir do Palácio de Belém nos cafés da Avenida de Roma, a julgar pelos recentes resultados eleitorais e pela evolução das sondagens!Pois é, a democracia não suspensa tem destas coisas!

Paulo Ferreira em A Regra do Jogo

Pacheco, o Doentio


O público recompensa mais assíduamente aqueles que aparentam mérito do que aqueles que, de facto, o têm.


É difícil ajuizar sobre se um acto limpo, sincero e honesto é resultado de integridade ou de manha.

François de La Rochefoucauld em Máximas e Reflexões

sexta-feira, 6 de novembro de 2009