
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Sócrates e os Grandes Espíritos
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
O Aldrabão Pensa Defender a Sua Corporação

Pedro Nunes, Dezembro de 2005:
Segundo Pedro Nunes, as entradas anuais nas faculdades de Medicina aumentaram de 300 para 1300 nos últimos dois anos, "um número que é razoável e que vai resolver os problemas do país". No entanto, o bastonário salientou que "não é amanhã, é daqui por dez anos, o tempo de formação de um médico", já que o aumento das vagas nas universidades foram tomadas com "uma década de atraso".Pedro Nunes, Dezembro de 2009:
«Com o número de pessoas que entra nas faculdades de medicina todos os anos, o país terá dentro de quatro ou cinco anos médicos desempregados, vão ficar médicos indiferenciados, que não servem rigorosamente para nada, portanto isto é uma fraude que está a ser feita às novas gerações».
Segundo Pedro Nunes, as entradas anuais nas faculdades de Medicina aumentaram de 300 para 1300 nos últimos dois anos, "um número que é razoável e que vai resolver os problemas do país". No entanto, o bastonário salientou que "não é amanhã, é daqui por dez anos, o tempo de formação de um médico", já que o aumento das vagas nas universidades foram tomadas com "uma década de atraso".Pedro Nunes, Dezembro de 2009:
«Com o número de pessoas que entra nas faculdades de medicina todos os anos, o país terá dentro de quatro ou cinco anos médicos desempregados, vão ficar médicos indiferenciados, que não servem rigorosamente para nada, portanto isto é uma fraude que está a ser feita às novas gerações».
João Magalhães no Câmara Corporativa
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Um Euro e Oitenta e Cinco Cêntimos
domingo, 13 de dezembro de 2009
A Lucidez ( de quando em vez)

...A ironia é que o PSD não se entende o Portugal moderno ou "modernizado" que ele próprio, no "cavaquismo", criou.
Um Portugal urbano (mesmo na provincia); um Portugal permissivo, indiferente à moral ; um Portugal a que o Estado-Providência vai garantindo uma vida obviamente mísera mas não deseperada; e, sobretudo, um Portugal dividido entre uma classe média com uma cultura de massa e sem definição exacta e uma subclasse amorfa, que não é raconhecível ou tratável pelas velhas categorias da teoria clássica (o campesinato, o proletariado e por aí fora).
Nesta sopa turva o PSD não sabe o que fazer. E não será concerteza uma congregação de sábios como alguma gente propõe, que o pode orientar...
Vasco Pulido Valente no Público
sábado, 12 de dezembro de 2009
Sobre o tom apocalíptico e modos de pensar

Adoptando um tom apocalíptico outrora usado na filosofia e na crítica da cultura, alguns comentadores falam de um país – Portugal – à beira da catástrofe. Nesse discurso, nada que não esteja à altura do fim e da situação-limite lhes interessa. A isto chamou o filósofo alemão Karl Lowith um “modo de pensar por catástrofes”. Este discurso, de raiz profundamente conservadora, tem um carácter cíclico mas tende a esquecer-se que a sua lei é a do eterno retorno. Por outro lado, ele está tão arreigado à convicção de que há épocas de decadência que nem por um momento lhe ocorre que a verdadeira catástrofe pode ser o facto de as coisas continuarem como sempre foram. No fundo, esta previsão apocalíptica corresponde a um mal que Ulrich, a personagem criada por Musil em “O Homem Sem Qualidades” compreendeu muito bem. Ulrich percebeu que a época em que vive, dotada de um saber imenso que nenhuma época tivera antes, parece ser incapaz de intervir no curso da história. Ulrich remete para um mundo onde já não há acontecimentos mas apenas notícias, o que significa que o homem deixou de ter o poder de nele intervir.
António Guerreiro no “Expresso”
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Medina, Barreto & Cia. Irresponsável
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Vasco Pulido Valente e os Consensos

Consta por aí que não há consenso quanto à nomeação de Maria João Seixas para directora da Cinemateca.
Um perigo para a estabilidade da Nação.
Falta de carácter de Sócrates.
Não sabia que agora as nomeações tinham de ser consensuais.
Quer-me até parecer que as nomeações consensuais normalmente não prenunciam nada de bom.
Assim sendo, abram-se polémicas.
Abaixo o consenso.
Mais a mais quando a quebra do "consenso" vem de Vasco Pulido Valente de quem eu esperaria tudo menos desejos de consenso.
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Signo e Significado

A perseguição do signo em detrimento da coisa significada; a linguagem considerada como um fim em si mesma, como uma corrente da "realidade"; a mania verbal, mesmo nos filósofos;
a necessidade de renovação ao nível das aparências;caracteristicas de uma civilização em que a sintaxe leva a melhor sobre o absoluto e o gramático sobre o sábio.
E.M. Cioran em Silogismos da Amargura
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Olha Quem Fala!
‘O que me levou à crónica não foi a frase "a falta de carácter de Sócrates" — isso já eu tinha ouvido a vários e desprezei-a. Por exemplo, ouvi-a em António Lobo Xavier, na Quadratura do Círculo, e não liguei, continuei a apreciar-lhe o que dele conheço (por minha culpa, certamente): o corte dos fatos. Já "a falta de carácter de Sócrates" dita por Marcelo indignou-me. Porque dita por Marcelo. Marcelo Rebelo de Sousa, até na sua vichyssoise, é mais do que a rasquice em que isto anda.’
Ferreira Fernandes, Carácter de Sócrates (Parte II)
Roubado ao Câmara Corporativa
A Transfiguração dos Amantes

O casamento não é fácil - e toda agente sabe que não é a procriação que o sustenta.
Demasiadas vezes, pelo contrário, a mimosa prole estoira com essa relação de carne e alma entre dois adultos.
Há gente para tudo, mas, em geral, o sexo não suporta a transfiguração dos amantes em papá e mamã.
Inês Pedrosa no Expresso
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
O Grande Ouvido

...A democracia presume-se moralmente superior.
Para combater o terrorimo não tortura.
Para combater a criminalidade violenta não assassina.
Para combater a corrupção não viola os direitos civis.
Por isso, a democracia só pode aceitar escutas se estas forem usadas para provar um crime concreto.
O interesse social que elas possam ter é irrelevante.
A minha inquietação é perceber que há, nos dias que correm, milhares de pessoas a serem escutadas. Num país que viveu meio século de ditadura era isto, e não a curiosidade dos portugueses, que devia preocupar qualquer amante de liberdade.
Este big brother que tudo ouve sem conseguir manter segredodo que ouve é um monstro perigoso.
E se ouve quem manda no Estado, imaginem o que fará com a arraia-miúda.
Daniel Oliveira no Expresso
domingo, 6 de dezembro de 2009
Ruas Rotundas
sábado, 5 de dezembro de 2009
O Erro de Sofia

Sofia Galvão, uma "girl" do PSD, com muitos e variados "tachos", também escreve no Expresso.
E, esta semana vem dizer-nos que "Não consta que José António Saraiva tenha ensandecido. E, num certo sentido, é pena. Se estivesse doido, talvez as conclusões possíveis acerca do país em que nos tornámos não fossem tão trágicas...".
Sofia para além de especular catástrofes, mente.
Na realidade há anos que consta o ensandecimento do arquitecto Saraiva.
Pelo menos desde que previu ganhar o Prémio Nobel da Literatura.
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Indirecto Ao Não-Assunto
Robert PolidoriHoje não consegui aguentar mais de dois minutos no programa da RTP-N com Joana Amaral Dias, Emídio Rangel e Carlos Abreu Amorim e "moderação" de João Adelino Faria.
E como este há ínumeros. fraquissimos, em todas as TVs e canais de notícias.
É caso para afirmar que são os efeitos preversos da comunicação social.
Não há pachorra!
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Os Princípios Inculcados Desde Criança Parece Terem Maus Fins

O presidente da Associação 25 de Abril, Vasco Lourenço, acusa a assessoria de imprensa da Presidência da República de ter dito "inverdades e meias-verdades" sobre a ausência de Cavaco Silva no colóquio que assinalou o 10.º aniversário da morte de Ernesto Melo Antunes, avançou o semanário "Expresso".
No sábado, a assessoria de imprensa do Palácio de Belém justificou que o Presidente da República "tinha intenção de se associar de alguma forma à justa homenagem a Ernesto Melo Antunes" e, por isso, marcou uma audiência com os organizadores do colóquio para dia 13 de Outubro.
"Nunca nos foi dito que a audiência se destinava a analisar a forma do Presidente da República se envolver ou apoiar a homenagem", acusa, porém, Vasco Lourenço.
O membro da comissão promotora da homenagem garante ainda ao "Expresso" que o convite a Cavaco Silva foi feito "ainda antes das férias do Verão". Da Presidência, veio a resposta que o presidente "não presidiria ao colóquio e que também não estava disponível para dar o seu alto patrocínio à homenagem". Daí que a decisão de não comparecer à audiência com Cavaco tenha sido "pacífica" entre os membros da comissão executiva, composta por Fernando Melo Antunes (irmão do falecido ministro dos Negócios Estrangeiros), José Romano, Maria Inácia Rezola, Mário Mesquita e Vasco Lourenço.
Agora, a comissão vai reunir-se quarta-feira para provavelmente abordar "mais esta confusão da Presidência da República, depois de toda a história à volta das alegadas escutas", segundo Vasco Lourenço.
O membro da comissão promotora da homenagem garante ainda ao "Expresso" que o convite a Cavaco Silva foi feito "ainda antes das férias do Verão". Da Presidência, veio a resposta que o presidente "não presidiria ao colóquio e que também não estava disponível para dar o seu alto patrocínio à homenagem". Daí que a decisão de não comparecer à audiência com Cavaco tenha sido "pacífica" entre os membros da comissão executiva, composta por Fernando Melo Antunes (irmão do falecido ministro dos Negócios Estrangeiros), José Romano, Maria Inácia Rezola, Mário Mesquita e Vasco Lourenço.
Agora, a comissão vai reunir-se quarta-feira para provavelmente abordar "mais esta confusão da Presidência da República, depois de toda a história à volta das alegadas escutas", segundo Vasco Lourenço.
No jornal "i"ONLINE (via Camâra Corporativa)
Sobre a Linguagem Opaca do Corpo Judicial

...Não se trata de uma linguagem, como a da ciência ou a da filosofia, codificada por necessidade de rigor conceptual. Na ciência, esse rigor serve para evitar os equívocos, para não dizer com as palavras uma coisa diferente daquilo que se pretende. Mas nesta linguagem jurídica que nos envolve acontece precisamente o contrário: as palavras cristalizam-se, tornam-se corpos sem vida, e o que passou a ter significado é o acto de as proferir. Assim, aquilo que se apresenta como a razão jurídica é afinal a performance de um corpo monstruoso : o corpo judicial.
António Guerreiro no "Expresso"
Saramago, Mesmo Sem Marketing

Se Nietzsche, Proust, Baudelaire ou Rimbaud sobrevivem à flutuação das modas, devem-no ao desinteresse da sua crueldade, à sua cirurgia demoníaca, à generosidade do seu fel. O que faz durar uma obra, o que a impede de ficar datada, é a sua ferocidade. Afirmação gratuita? Reparem no prestígio do Evangelho, livro agressivo, para não dizer venenoso.
Cioran em Silogismos da Amargura
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Autonomias

O famigerado Mário Nogueira da Fenprof andou por aí a afirmar que ainda não conseguiu vislumbrar se a nova ministra da Educação tem autonomia de acção.
Poderá ser verdade, o senhor não terá grandes capacidades de discernimento, mas quanto a ele próprio, Nogueira, não terá autonomia nenhuma.
Como todos sabemos é um pau-mandado da estratégia do PCP!
Ao "Quisto" Chegou !

O senhor Procurador da República ao saír de uma exposição de pintura, na Fundação Mário Soares, avisou que no próximo sábado iria tomar as decisões a que tem direito relativamente ao caso Face Oculta.
Pergunta: A lei impõe aviso prévio das decisões que irão ser tomadas pelo PGR? Quanto tempo?
Ou terá sido fruto de aconselhamento, sempre bom e oportuno, de qualquer agência de comunicação?
Ou ainda fruto de parolice e peneirice?
Seja como for isto só vem confirmar o estado calamitoso da nossa justiça e investigação crfiminal.
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