
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
O Que Sei Sobre As Mulheres
Sabes, Ana, não quero saber nada sobre as mulheres. Nunca acreditei em generalizações... As mulheres não são as mulheres. As mulheres são a mulher...
Porque isto de conhecer a sério as mulheres (olha eu a cair no erro) só mesmo quando chegamos bem perto. Ao longe o nevoeiro tolhe a visão.
Mas antes deixa-me falar-te da que conheço melhor. Chama-se Ana, Ana…
Que sei eu dela que mereça ser dito e possa ser extrapolado. Ela é a Ana, Ana.
E isso faz dele um ser único, aquele que me apetece amar, amar, amar…
Amo-a porque se zanga. Amo-a porque se acalma. Pediu-me na estação de serviço batatas fritas. Procurei as melhores para a agradar. Como a sei tradicionalista em muitas coisas comprei umas que se diziam “originais”. Infelizmente eram onduladas.
Chateou-se comigo como devia, claro. Eu não me lembrava que ela só come das lisas. E sabes porquê? Porque não me tinha disso dado conta. Porque não o sabia, no fundo. Saí então do carro, caminhei pela segunda vez por entre os dois graus centígrados e troquei-as. Sabendo que nada mais sei que não seja somar batatas fritas lisas à vida da mulher que amo e que me deixa ser dela.
Mas antes deixa-me falar-te da que conheço melhor. Chama-se Ana, Ana…
Que sei eu dela que mereça ser dito e possa ser extrapolado. Ela é a Ana, Ana.
E isso faz dele um ser único, aquele que me apetece amar, amar, amar…
Amo-a porque se zanga. Amo-a porque se acalma. Pediu-me na estação de serviço batatas fritas. Procurei as melhores para a agradar. Como a sei tradicionalista em muitas coisas comprei umas que se diziam “originais”. Infelizmente eram onduladas.
Chateou-se comigo como devia, claro. Eu não me lembrava que ela só come das lisas. E sabes porquê? Porque não me tinha disso dado conta. Porque não o sabia, no fundo. Saí então do carro, caminhei pela segunda vez por entre os dois graus centígrados e troquei-as. Sabendo que nada mais sei que não seja somar batatas fritas lisas à vida da mulher que amo e que me deixa ser dela.
Excerto de uma carta de Jorge Reis-Sá em resposta ao inquérito de Ana Sousa Dias, na Pública
domingo, 20 de dezembro de 2009
Com Que Idade Percebeu Que Falhou na Vida?

Ainda não percebi...Entre nós (portugueses), são vulgares atrasos e retardamentos.
Certeira resposta de Isabel Leal, psicóloga clínica, ao "pretensioso" inquérito da Pública elaborado por Miguel Esteves Cardoso,Pedro Mexia e José Diogo Quintela, personalidades mediáticas que já reconheceram haver falhado.
Liberalidades
sábado, 19 de dezembro de 2009
Agora Estão a Voar Mais Baixinho

TERÃO DESAPARECIDO
Parece que os assessores de Belém, que durante mais de dois anos estiveram presentes e protagonizaram algumas golpadas políticas, desapareceram. Mas no site da Presidência estão lá todos, o que significa que receberam ordens para estarem parados durante algum tempo ou então para serem mais cuidadosos nas suas conspirações contra a democracia.
No Jumento
Parece que os assessores de Belém, que durante mais de dois anos estiveram presentes e protagonizaram algumas golpadas políticas, desapareceram. Mas no site da Presidência estão lá todos, o que significa que receberam ordens para estarem parados durante algum tempo ou então para serem mais cuidadosos nas suas conspirações contra a democracia.
No Jumento
Amor Entre Pessoas do Mesmo Século
Ainda que neste Inverno não pense na hipótese de casamento, a Vanessa só admite o amor entre pessoas do mesmo século.
Eu insisto que a ideia é discriminatória e falo-lhe da demi Moore.
No entanto, ela responde-mecom uma fúria conservadora que me deixa à beira de a insultar no Facebook, ou assim.
- As coisa nunca funcionam.
Mas no caso de pessoas do mesmo século lida-se melhor com o não funcionar das coisas. Os riscos são menores, estás a ver?
Ana Sá Lopes no "i" (excerto)
Modas
Todos os aspectos do pensamento têm o seu momento, a sua frivolidade: assim,nos nossos dias , a ideia do Nada...Como parecem acabados a Matéria, a Energia, o Espírito! Felizmente, o léxico é rico: cada geração pode beber nele e daí retirar um vocábulo, tão importante como os outros - inutilmente defuntos.
E.M.Cioran em Silogismos da Amargura
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Contemporâneos - Videoclip: "Salvem os Ricos"
Segregação Social Inaceitável
A Juventude Popular vem por este manifestar o espanto, rejeição e estupefacção pelas declarações e intenções do Primeiro-Ministro José Sócrates em aplicar em Portugal um imposto especial sobre os bónus na banca. A medida pretende aplicar de uma forma cega e populista um imposto sobre rendimentos legítimos, visando apenas uma classe da população, o que logo à partida se reveste de uma segregação social inaceitável.
Daniel Oliveira no Arrastão
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Solidariedade com Tiger Woods
Sócrates e os Grandes Espíritos
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
O Aldrabão Pensa Defender a Sua Corporação

Pedro Nunes, Dezembro de 2005:
Segundo Pedro Nunes, as entradas anuais nas faculdades de Medicina aumentaram de 300 para 1300 nos últimos dois anos, "um número que é razoável e que vai resolver os problemas do país". No entanto, o bastonário salientou que "não é amanhã, é daqui por dez anos, o tempo de formação de um médico", já que o aumento das vagas nas universidades foram tomadas com "uma década de atraso".Pedro Nunes, Dezembro de 2009:
«Com o número de pessoas que entra nas faculdades de medicina todos os anos, o país terá dentro de quatro ou cinco anos médicos desempregados, vão ficar médicos indiferenciados, que não servem rigorosamente para nada, portanto isto é uma fraude que está a ser feita às novas gerações».
Segundo Pedro Nunes, as entradas anuais nas faculdades de Medicina aumentaram de 300 para 1300 nos últimos dois anos, "um número que é razoável e que vai resolver os problemas do país". No entanto, o bastonário salientou que "não é amanhã, é daqui por dez anos, o tempo de formação de um médico", já que o aumento das vagas nas universidades foram tomadas com "uma década de atraso".Pedro Nunes, Dezembro de 2009:
«Com o número de pessoas que entra nas faculdades de medicina todos os anos, o país terá dentro de quatro ou cinco anos médicos desempregados, vão ficar médicos indiferenciados, que não servem rigorosamente para nada, portanto isto é uma fraude que está a ser feita às novas gerações».
João Magalhães no Câmara Corporativa
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Um Euro e Oitenta e Cinco Cêntimos
domingo, 13 de dezembro de 2009
A Lucidez ( de quando em vez)

...A ironia é que o PSD não se entende o Portugal moderno ou "modernizado" que ele próprio, no "cavaquismo", criou.
Um Portugal urbano (mesmo na provincia); um Portugal permissivo, indiferente à moral ; um Portugal a que o Estado-Providência vai garantindo uma vida obviamente mísera mas não deseperada; e, sobretudo, um Portugal dividido entre uma classe média com uma cultura de massa e sem definição exacta e uma subclasse amorfa, que não é raconhecível ou tratável pelas velhas categorias da teoria clássica (o campesinato, o proletariado e por aí fora).
Nesta sopa turva o PSD não sabe o que fazer. E não será concerteza uma congregação de sábios como alguma gente propõe, que o pode orientar...
Vasco Pulido Valente no Público
sábado, 12 de dezembro de 2009
Sobre o tom apocalíptico e modos de pensar

Adoptando um tom apocalíptico outrora usado na filosofia e na crítica da cultura, alguns comentadores falam de um país – Portugal – à beira da catástrofe. Nesse discurso, nada que não esteja à altura do fim e da situação-limite lhes interessa. A isto chamou o filósofo alemão Karl Lowith um “modo de pensar por catástrofes”. Este discurso, de raiz profundamente conservadora, tem um carácter cíclico mas tende a esquecer-se que a sua lei é a do eterno retorno. Por outro lado, ele está tão arreigado à convicção de que há épocas de decadência que nem por um momento lhe ocorre que a verdadeira catástrofe pode ser o facto de as coisas continuarem como sempre foram. No fundo, esta previsão apocalíptica corresponde a um mal que Ulrich, a personagem criada por Musil em “O Homem Sem Qualidades” compreendeu muito bem. Ulrich percebeu que a época em que vive, dotada de um saber imenso que nenhuma época tivera antes, parece ser incapaz de intervir no curso da história. Ulrich remete para um mundo onde já não há acontecimentos mas apenas notícias, o que significa que o homem deixou de ter o poder de nele intervir.
António Guerreiro no “Expresso”
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Medina, Barreto & Cia. Irresponsável
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Vasco Pulido Valente e os Consensos

Consta por aí que não há consenso quanto à nomeação de Maria João Seixas para directora da Cinemateca.
Um perigo para a estabilidade da Nação.
Falta de carácter de Sócrates.
Não sabia que agora as nomeações tinham de ser consensuais.
Quer-me até parecer que as nomeações consensuais normalmente não prenunciam nada de bom.
Assim sendo, abram-se polémicas.
Abaixo o consenso.
Mais a mais quando a quebra do "consenso" vem de Vasco Pulido Valente de quem eu esperaria tudo menos desejos de consenso.
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Signo e Significado

A perseguição do signo em detrimento da coisa significada; a linguagem considerada como um fim em si mesma, como uma corrente da "realidade"; a mania verbal, mesmo nos filósofos;
a necessidade de renovação ao nível das aparências;caracteristicas de uma civilização em que a sintaxe leva a melhor sobre o absoluto e o gramático sobre o sábio.
E.M. Cioran em Silogismos da Amargura
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Olha Quem Fala!
‘O que me levou à crónica não foi a frase "a falta de carácter de Sócrates" — isso já eu tinha ouvido a vários e desprezei-a. Por exemplo, ouvi-a em António Lobo Xavier, na Quadratura do Círculo, e não liguei, continuei a apreciar-lhe o que dele conheço (por minha culpa, certamente): o corte dos fatos. Já "a falta de carácter de Sócrates" dita por Marcelo indignou-me. Porque dita por Marcelo. Marcelo Rebelo de Sousa, até na sua vichyssoise, é mais do que a rasquice em que isto anda.’
Ferreira Fernandes, Carácter de Sócrates (Parte II)
Roubado ao Câmara Corporativa
A Transfiguração dos Amantes

O casamento não é fácil - e toda agente sabe que não é a procriação que o sustenta.
Demasiadas vezes, pelo contrário, a mimosa prole estoira com essa relação de carne e alma entre dois adultos.
Há gente para tudo, mas, em geral, o sexo não suporta a transfiguração dos amantes em papá e mamã.
Inês Pedrosa no Expresso
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
O Grande Ouvido

...A democracia presume-se moralmente superior.
Para combater o terrorimo não tortura.
Para combater a criminalidade violenta não assassina.
Para combater a corrupção não viola os direitos civis.
Por isso, a democracia só pode aceitar escutas se estas forem usadas para provar um crime concreto.
O interesse social que elas possam ter é irrelevante.
A minha inquietação é perceber que há, nos dias que correm, milhares de pessoas a serem escutadas. Num país que viveu meio século de ditadura era isto, e não a curiosidade dos portugueses, que devia preocupar qualquer amante de liberdade.
Este big brother que tudo ouve sem conseguir manter segredodo que ouve é um monstro perigoso.
E se ouve quem manda no Estado, imaginem o que fará com a arraia-miúda.
Daniel Oliveira no Expresso
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