sábado, 9 de janeiro de 2010

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Este Homem Ainda Vai Longe...


... para os EEUU com o beneplácito de um futuro governo PSD/CDS. Ele bem se esforça para isso. Depois de Sócrates ter sido tão ingrato...

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Bocas do Inferno


...O ateísmo tem sido, para mim e para tantos outros incréus, a luz que me tem conduzido na vida. Às vezes fraquejo, em momentos de obscuridade e de dúvida, mas, mesmo sendo incapaz de provar a inexistência de Deus, tenho conseguido manter a fé - uma fé íntima fundada numa peregrinação que tem a grandeza e a humildade da longa caminhada da vida - em que Ele não exista. Todos os dias busco a não-existência do Senhor com renovada crença, ciente de que a Sua inexistência é misteriosa demais para que eu a tenha inventado.


... Quando alguém diz acreditar em Deus, está a exprimir legitimamente a sua fé; quando um ateu ousa afirmar que não acredita, está a agredir as convicções dos crentes. Ser crente é merecedor de respeito, ser ateu é um crime contra a humanidade. Ainda assim, esperava ter sido saudado. Eu não acredito em Cristo, mas sempre acreditei nos cristãos. É a primeira vez que vejo um deles recusar ao menos uma saudação a um pecador.


Ricardo Araujo Pereira na Visão (excertos)

Reposta Aos Catastrofistas


Que mal há num futuro duro de roer, quando se tem bons dentes?

Rui Zink versos livro

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Ma"i"s L"i"xo


Na Pública do Público aparece um inquérito criado por Miguel Esteves Cardoso, Pedro Mexia e José Diogo Quintela.
Inquérito interessante, fora do comum, embora a atirar para o pretensioso ("snob").
Tem merecido algumas respostas interessantes de alguns inquiridos.
Desta feita fartei-me de rir com a resposta de Manuel António Pina à pergunta "Que jornal usaria para matar um insecto?" o escritor respondeu : "Não costumo matar insectos...Uso é insectos para matar revistas. Neste momento estão a devorar um monte de is com entrevistas da Laurinda Alves na arrecadação".
Resta saber se a quantidade não seria maior se fossem as entrevistas da Maria João Avillez!

Adília Lopes - "Louvor do lixo"

Gosto da poesia de Adília Lopes.

Agradeço a Ana Vidigal, do "jugular"

As Poporções Inversas na Escrita de João Miguel Tavares


Num dos últimos números do Correio da Manhã anunciavam os novos colunistas do jornal e teciam-se algumas loas aos anunciados.
O que mais me tocou foi dizerem que a escrita de João Miguel Tavares tinha um sentido lúdico.
Pois é, esse o problema,quando só interessa o sentido lúdico, ou estético ou do retorno do vil metal.
Quando assim é o lado ético tem tendência a desaparecer.
Precisamente na proporção inversa.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Nalguma Coisa Haviamos de Estar em Primeiro


Não me interessam as várias e disfarçadas etapas de propaganda eleitoral conducentes à candidatura de Cavaco.
Ele está em campanha há muito.
Até antes do fatidico Verão passado.
O que me preocupa é que apesar das apregoadas dificuldades, segundo a comunicação social :
"O futebol português é, para já, o mais gastador da Europa no mercado de Inverno, que oficialmente abre hoje e encerra no dia 31, com 17 milhões de euros investidos em novos jogadores"
Enquanto isto Cavaco, compungido, lá vai enganando (algum) pagode.
Como se nada tivesse a ver com isto.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Parecenças


Toda a estupidez é parecida. As inteligências andam de elevador. Chegam lá acima e caem de varandas altas. São acidentes, destinos. Então reparamos, ao vê-las, estateladas, como são tão diferentes.

Pedro Proença em Os Apetites de Uma Pantera Portátil

A Frase do Ano


"E até nem sei se a certa altura não é bom ter seis meses sem democracia, meter-se tudo na ordem e depois, então, venha a democracia"

Manuela Ferreira Leite, valha-lhe a sinceridade!

Com H e Sem H


quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

O Futurólogo


"Na ausência de uma oposição, tem ele [Cavaco Silva] de substituir a oposição. Portugal inteiro espera isso dele. E, depois, quando Sócrates sair, como cairá, na execração geral e ele, Cavaco, reeleito, reentrar em Belém, se tratará de pôr a casa em ordem."
Sentença de Vasco Pulido Valente, há dias no Público.
Já sabia da vocação do colunista para a meteorologia – um dia destes choverá.
Sócrates irá sair, cairá.
Mas o que mais me intriga não é afirmar que Cavaco é oposição, na sua falta ou melhor, no seu reforço - outra coisa não se esperaria!
O que me intriga é aquela ameaça de que Cavaco, após o pontapé em Sócrates, irá "pôr a casa em ordem”.
É o sound-byte que fica sempre bem numa crónica.
A bomba!
Apelo tipo 28 de Maio?
Afinal o que terá em mente Vasco?
Isso é que gostaria de ver esclarecido.
Mas a isso, como sempre, Vasco aos costumes diz nada!

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

O Conspirador da Avenida de Roma


(…) no caso que acabou por marcar este mandato de provedor agora no fim – a questão das notícias acerca da alegada vigilância de S. Bento sobre Belém –, continuo a julgar ter dito o que devia dizer: lançar um sério aviso sobre o que, procurando decidir em total independência e autonomia, entendi como desvio aos valores editoriais em que se fundou este jornal, um copo que eu via cheio há já algum tempo e que transbordou com essa enorme gota de água. Sei que muitos de vós se sentiram ofendidos no brio profissional quando questionei a existência no jornal de uma agenda oculta, mas não se tratava de pôr em causa toda a redacção. Só que numa orquestra afinada basta um dos seus elementos perder o tom (para mais numa posição de chefe de naipe ou de concertino), para que todo o conjunto desafine (imagine-se então se é o maestro a dirigir com outra partitura).

Excerto da carta de Joaquim Vieira aos jornalistas do Público ao terminar o seu mandato como Provedor do jornal




domingo, 27 de dezembro de 2009

Para Terminar de Vez Com O Fim-de-Semana Católico


Fátima é o nome de um lugar da província, não sei onde ao certo, perto de um outro lugar do qual tenho a mesma ignorância geográfica mas que se chama Cova de qualquer santa.

Nesse lugar - esse ou outro-ou perto de qualquer d'elles, ou de ambos,viram um dia umas crianças aparecer Nossa Senhora (...)Assim diz a voz do povo da província e "A Voz" (jornal católico e monárquico) sem povo de Lisboa.

Deve portanto ser verdade, visto que é sabido que a voz das aldeias e "A Voz" da cidade de ha muito substituíram aquelas velharias democráticas que se chamam, ou chamavam, a demonstração científica e o pensamento raciocinado.
O facto é que há em Portugal um lugar que pode concorrer e vantajosamente com Lourdes. Ha curas maravilhosas, a preços mais em conta.


O negócio da religião a retalho, no que diz respeito à Loja de Fátima, tem tomado grande incremento, com manifesto gaudio místico da parte de hoteis, estalagens e outro comércio desses jeitos - o que, aliás,está plenamente de accordo com o Evangelho, embora os católicos nãousem lê-lo - não vão eles lembrar-se de o seguir!

Fernando Pessoa,1935, excertos de um inédito descoberto pelo historiador José Barreto em 2008 ( citado no "i")

Homílias


sábado, 26 de dezembro de 2009

Suas Eminências


Suas Eminências garantiram o monopólio para a religião católica durante a ditadura Salazar-Marcelista.
Suas Eminências compactuaram com a censura e com a polícia politica.
Suas Eminências começaram a perder esse monopólio a partir de 1974.
Suas Eminências, apesar de terem passado 35 anos, ainda não se habituaram à ideia de democracia e liberdade religiosa.
Suas Eminências fazem discursos onde misturam teorias "filosóficas" com o mais reles populismo e demagogia pensando iludir ignorantes.
Suas Eminências pensam estar nos anos quarenta ou cinquenta a discursar para camponeses analfabetos de aldeias do interior (Assim seja!)
Suas Eminências fazem-no conscientemente tentando assim manter a sua quota de mercado.
Suas Eminências tentam enganar e enganam-se.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Tão Difícil, Tão Difícil Que Eu Própria Nunca O Vi


O bem existe e é mais forte que o mal. Só que nem sempre é fácil vê-lo.

Maria José Nogueria Pinto no Diário de Notícias

Boas Festas


Sócrates, Discípulo de Cavaco



‘A minha intuição dizia-me que uma atitude defensiva face aos obstáculos criados pela Assembleia da República não compensava. Procurava então contra-atacar e tornear as dificuldades criadas. Alertava o País e acusava a oposição de obstrução sistemática e de querer impedir o Governo de governar.
A oposição, por seu lado, acusava o Governo de arrogância, de seguir a táctica de guerrilha com a Assembleia e de manipular a opinião pública contra ela. [...]Face à acção dos partidos visando descaracterizar o orçamento [...], o Governo procurou dramatizar a situação, convicto de que isso jogava a seu favor. A seguir ao “Telejornal” do dia 8 de Abril fiz uma comunicação ao País através da televisão.
Denunciei as alterações introduzidas na proposta do orçamento apresentado pelo Governo, as quais se traduziam em despesas públicas desnecessárias, aumento do consumo e benefícios para grupos que não eram os mais desfavorecidos da sociedade portuguesa.
Procurei mostrar aos Portugueses como era errado e socialmente injusto forçar o Governo a decretar do preço da gasolina, uma clara interferência da Assembleia na área da competência do Executivo, que ainda nunca antes tinha sido feita.
Para tornear as dificuldades criadas e para os que objectivos de progresso propostos pelo Governo pudessem ser ainda alcançados, anunciei na televisão um conjunto de medidas compensatórias visando, principalmente, contrariar o excesso de despesa e de consumo induzido pelas alterações feitas pela oposição.
O meu objectivo, ao falar ao País sobre o orçamento, era também o de passar a mensagem de que o Governo atribuía grande importância ao rigor na gestão dos dinheiros públicos.A mensagem de que a Assembleia obstruía sistematicamente a acção do Governo passou para a opinião pública. O Governo, sendo minoritário, surgia como a vítima e acumulava capital de queixa: queria resolver os problemas do País e a oposição não deixava.
A oposição não percebeu que, tendo o Governo conseguido evidenciar uma forte dinâmica e eficácia na sua acção, a obstrução ao seu trabalho não a beneficiava. O PS revelava dificuldade em ultrapassar os ressentimentos pelo desaire sofrido nas eleições de Outubro de 1985 e o seu comportamento surgia-me como algo irracional.
O Governo e o PSD procuravam tirar partido da situação e alertavam a opinião pública para as estranhas convergências entre o PS e o PCP na Assembleia da República.’

Aníbal Cavaco Silva, "Autobiografia Política. Vol. I" (Temas e Debates, 2002, pp.144-145)

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Afinal...


As escutas telefónicas no âmbito do processo Face Oculta relativas a conversas entre o arguido Armando Vara e o primeiro ministro são nulas e, mesmo não tendo em conta essa mesma nulidade, não contêm "indícios probatórios que determinem a instauração de procedimento criminal contra o Primeiro-Ministro, designadamente pela prática do crime de atentado contra o Estado de Direito", esclarece, em comunicado divulgado há pouco, o procurador-geral da República (PGR), Pinto Monteiro.

O mesmo comunicado salienta que o Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Noronha de Nascimento, "no uso de competência própria e exclusiva, proferiu decisões onde, além do mais, julgou nulos os despachos do Senhor Juiz de Instrução que validaram as extracções de cópias das gravações, não validou as gravações e transcrições e ordenou a destruição de todos os suportes a elas referentes". Esta decisão tem de ser acatada, motivo pela qual "não é possível facultar o acesso a tais certidões" refere o texto divulgado à comunicação social. O comunicado explica ainda a razão pela qual não são igualmente tornadas públicas as certidões dos despachos proferidos pelo PGR "uma vez que nos mesmos se encontram transcritas partes dos relatórios referentes às gravações em causa, já que não seria possível fundamentar os despachos sem referir o que foi escutado (no todo ou em parte)". Por outro lado, "a divulgação dos despachos violaria assim igualmente as decisões do Presidente do Supremo Tribunal de Justiça", considera Pinto Monteiro.O PGR garante, contudo que "a investigação no processo “Face Oculta” (que nada tem a ver com o que se discute nas escutas) prosseguirá com toda a determinação, a fim de se apurarem os ilícitos existentes, por forma a poderem ser sancionados os eventuais responsáveis".
Público on line

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

O Que Sei Sobre As Mulheres

Sabes, Ana, não quero saber nada sobre as mulheres. Nunca acreditei em generalizações...
As mulheres não são as mulheres. As mulheres são a mulher...
Porque isto de conhecer a sério as mulheres (olha eu a cair no erro) só mesmo quando chegamos bem perto. Ao longe o nevoeiro tolhe a visão.
Mas antes deixa-me falar-te da que conheço melhor. Chama-se Ana, Ana…
Que sei eu dela que mereça ser dito e possa ser extrapolado. Ela é a Ana, Ana.
E isso faz dele um ser único, aquele que me apetece amar, amar, amar…
Amo-a porque se zanga. Amo-a porque se acalma. Pediu-me na estação de serviço batatas fritas. Procurei as melhores para a agradar. Como a sei tradicionalista em muitas coisas comprei umas que se diziam “originais”. Infelizmente eram onduladas.
Chateou-se comigo como devia, claro. Eu não me lembrava que ela só come das lisas. E sabes porquê? Porque não me tinha disso dado conta. Porque não o sabia, no fundo. Saí então do carro, caminhei pela segunda vez por entre os dois graus centígrados e troquei-as. Sabendo que nada mais sei que não seja somar batatas fritas lisas à vida da mulher que amo e que me deixa ser dela.

Excerto de uma carta de Jorge Reis-Sá em resposta ao inquérito de Ana Sousa Dias, na Pública

domingo, 20 de dezembro de 2009

Com Que Idade Percebeu Que Falhou na Vida?


Ainda não percebi...Entre nós (portugueses), são vulgares atrasos e retardamentos.


Certeira resposta de Isabel Leal, psicóloga clínica, ao "pretensioso" inquérito da Pública elaborado por Miguel Esteves Cardoso,Pedro Mexia e José Diogo Quintela, personalidades mediáticas que já reconheceram haver falhado.

Fledermaus Quadrille #6

Natal e Ano Novo sem "O MOrcego" não Valem!

Tatiana Troyanos - Chacun a Son Gout - Die Fledermaus

A Festa Continua!

Johann Strauss Jr. - Die Fledermaus Overture (Abertura de O Morcego) - OSRP - Reg. Claudio Cruz

Festas de Natal!