segunda-feira, 14 de junho de 2010

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Que Vá Para a Capadócia!

Um presidente de um país dizer que "chegámos a uma situação insustentável" não é só uma frase forte. E, pelo cargo, muito menos se pode considerar impensada ou impulsiva ou juvenil ou irresponsável. Ou é um apelo a um golpe de estado, numa escala que vai do palaciano-constitucional ao do tilintar das espadas, sejam estas pretorianas ou de sovietes ansiosos, ou então expressão da vontade cansada de entregar as chaves desta freguesia ibérica a um questor de Madrid ou Bruxelas. Mas, para sermos menos dramáticos, sem severidade demasiada perante a letra da oratória presidencial, digamos que Cavaco Silva aproveitou este 10 de Junho para confirmar que desistiu, por reconhecimento de incompetência própria, de ser parte da solução do país para passar a ser um dos nervos dos seus problemas. Usando a terminologia que é cara a Cavaco, este passou a integrar os défices da “nossa raça”.

João Tunes no Vias de Facto

Começa Hoje o Campeonato do Mundo de Futebol

Apesar Deles

Quando alguns portugueses contemporâneos por aí andam, com ar de patética gravidade, a espalhar o desânimo e o derrotismo, apetece-me lembrar-lhes que, por muito importantes que se considerem, por muito que se queiram arvorar em vedetas incontornáveis de mais um ciclo de culto da finis patriae, eles são apenas a triste decantação masoquista da sua própria impotência e mediocridade. E que este país vai continuar, malgré eux.’


 Excerto de um post de Francisco Seixas da Costa (via Câmara Corporativa)

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Dicursos de Chacha


Existe um certeiro índice de avaliação dos discursos presidenciais chamado CHACHA (Converseta Habitual e Aparvalhada para Cavaco Hipnotizar as Audiências). Existe porque o acabo de inventar, o que muito me facilita a sua aplicação. Resulta da soma de três indicadores: a taxa de inanidade, a taxa de aborrecimento e a taxa de sonsice. O índice varia de 0 a 10, sendo 10 o valor correspondente à chachada máxima.

Val em Valupi no Aspirina-B

Ópios dos Povos

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Penguin Cafe Orchestra - Que Pena Terem Acabado!

Resistência à Mudança


Bartoon, no Público

Sobre Pássaros...ou Sobre Passarões

...Enquanto fraco obeservador das aves de rapina, constato que me custa também distinguir os milhafres-rosa dos falcões-laranja, ou vice-versa, no decisivo momento em que, aliados para bem da pátria, vêm em voo picado para bicar o coelho assustado do meu ordenado.
Já vimos estas aves e este filme - e, apesar das semelhanças que há, não foi n'Os Pássaros de Hitchcock.
Estou um pouco atormentado, isso sim, e não sei se hei-de rir ou chorar.
Mas talvez não tenha sido boa ideia escrever sobre as andorinhas.

Jorge Marmelo no Público (excerto da crónica Sobre Pássaros) 

terça-feira, 8 de junho de 2010

Seria Bom Que Não Exagerassem

O Ministério da Saúde vai encerrar as urgências de pediatria dos centro hospitalares de Barreiro-Montijo e de Setúbal durante a meia-noite e as 09:00 horas entre 15 de Junho e 15 de Setembro.


Pedro Coelho dos Santos, porta-voz da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, diz que não espera contestação a esta medidaPedro Coelho dos Santos diz que o transporte de doentes para o hospital de Almada será decidido caso a caso
Durante estes três meses, em toda a Península de Setúbal, apenas o Hospital Garcia de Orta, em Almada, terá as urgências de pediatria a funcionar durante a noite, segundo a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, que anunciou a decisão em comunicado divulgado esta terça-feira.
O Ministério da Saúde disse que quer garantir a acessibilidade de todos os utentes aos cuidados de Saúde nas várias especialidades em época de férias também para os vários profissionais de Saúde.
A tutela garante que vai ter disponível transporte adequado para todos os que se dirijam aos hospitais de Setúbal e do Barreiro à procura da urgência pediatria durante a noite e que precisem de ir ao Hospital Garcia de Horta, em Almada.
O Hospital Garcia de Orta «encontra-se a cerca de 40 quilómetros de distância, percurso que, em auto-estrada pode ser efectuado em 30 minutos», lê-se na nota....
...Já o porta-voz da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, Pedro Coelho dos Santos, disse à TSF que não vê razões para que haja protestos, até porque a ideia é «prestar o melhor atendimento possível», sendo preferível esta solução a manter urgências abertas sem especialistas.

TSF online (excerto)

A Festa, De Novo!

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Cavaco Não Tem Dúvidas Mas Erra

Cavaco enganou-se ou, mais uma vez, os seus acessores pregaram-lhe uma partida.
Então não é que vai condecorar o jornalista da TSF Fernando Alves?
Quem ele deveria presentear com elevadíssima condecoração seria o famigerado ex-director do Público, o inenarrável José Manuel Fernandes.
O homem vai ter de se queixar em próximos conciliábulos cavaquistas nos cafés da avenida de Roma.
Cavaco ingrato!

O Anti-Cavaco

...A minha opinião organiza-se a partir de três aspectos: a personalidade do candidato, as suas ideias políticas e a garantia de fidelidade a um programa.
A personalidade surge, mais do que nunca, como um factor decisivo na ponderação.
Precisamos de alguém com firmeza, mas com capacidade de ouvir, que não soletre as palavras e que tenha um discurso forte, dito sem hesitaçõe e em voz clara. De uma pessoa que não receie os meios de comunicação social, mas que comunique com o país com o tom justo: com alguma solenidade, se o assunto for importante, deixando de tratar esses temas relevantes à saída de uma inauguração ou no intervalo de um encontro social; com sentido de humor e linguagem simples, se tal for adequado à maior ligeireza do momento. para fazer assim, é necessário muita leitura e um passado de cultura, que permite a linguagem educada que deve caracterizar um PR: doutro modo, ficamos suspensos de um comentário em Belém que sai frouxo, ou surpreendemo-nos com um dito que se pretende espirituoso mas que sai desajustado.
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Em resumo: para ser PR agora é preciso ter coragem, um designio para o país e um gosto pelo conhecimento e pela cultura.

Excerto de "O que eu quero de um PR" por Daniel Sampaio no Público

sábado, 5 de junho de 2010

O Recurso Fácil à Citação - Reflexão Dominical

Pense-se o que se pensar sobre a utilização mais frequente das “caixas de comentários” dos blogues, eles são curiosos e reveladores, em termos de sociologia cultural, sobre o estado do recalque político entre os incontinentes do insulto. Mas têm de ser considerados na sua escala e com o devido desconto porque, felizmente, não se podem extrapolar para todo o estado cívico da Nação. O recurso fácil ao anonimato (tout court ou pela multiplicação de pseudónimos) e a excitação do teclar fácil, rápido e fulminante, incrementam o funcionamento dos neurónios mais para os lados do ódio, do insulto, do preconceito, do estereótipo e da prosápia, enfim da preguiça e da degradação intelectual, que para o exercício do humor, do debate e do prazer do contraditório pela aferição com risco do fundamento das certezas de cada um. Mas sempre foi assim, disparar e ofender foi sempre mais fácil que rebater com argumentos, respeitando o adversário político. E o que a blogosfera acrescentou à ancestral atracção pela facilidade no panorama de uma culturalização recente e lenta foi a rapidez e a impunidade. Portanto, não é um drama, é uma evidência. Ou, se preferirem, uma “evolução tecnológica” no pior da nossa idiossincrasia, mas que é parte dela, sem dúvida.

João Tunes no Vias de Facto (excerto)

Da Literatura Portuguesa

Tendo sofrido alguns desaires, na leitura militante de novos autores portugueses, há alguns anos que me deixei dessas aventuras.
Mas, aqui há dias na Culturgest, num ciclo de conferências designado Alterações, Helena Buescu falou sobre a literatura portuguesa em "Experiência e Insignificância". E alertou para dois novos escritores - José Maria Vieira Mendes que eu já conhecia do teatro e João Tordo.
Foi assim que fui parar ao Hotel Memória.
E veio-me à memória Paul Auster.
E continuarei a ler Tordo.

Perturbações Sortidas



"É também por isso que mente sem vergonha e nunca, ao longo da sua vida pública, e também da sua vida privada, se sentiu ou sentirá tolhido por qualquer escrúpulo ético."


Zé Manel (Fernandes, ex-director do Público)

*

Sócrates não teve, nem terá, qualquer imperativo ético, seja na vida pública ou na privada. Kaputt, finito, over and out. Provavelmente nem será humano, tal a malignidade que transporta no seu interior. Isto dito pelo cidadão que ofereceu o seu jornal para campanhas de assassinato de carácter e para uma conspiração destinada a influenciar as eleições Legislativas com origem na Presidência da República. Isto declarado pelo caluniador que foi desmentido pelo presidente executivo da Sonaecom acerca da alucinação onde se imaginava a causa do falhanço da OPA belmiriana sobre a PT. Vale tudo no reino da pulhice.

É interessante, do ponto de vista zoológico, ver a perturbação que Sócrates conseguiu infligir, bastando continuar igual a si próprio, num público-alvo determinado: canastrões na casa dos cinquenta, sessenta e setenta que têm o rei na barriga e se apresentam completamente desmiolados. Seja como for, quando a opinião tece considerandos difamatórios acerca da vida privada, ultrapassou-se o Rubicão.

Não sei o que o Zé Manel sentiria se fosse alvo de uma acusação que atingisse as suas relações pessoais, familiares e de amizade, que não tivessem qualquer ligação com os conflitos e polémicas nascidos da actividade profissional e política. Mas sei que atacar o carácter de alguém é uma exuberante manifestação de impotência. Geralmente, só calhandreiras e ressabiados é que têm estômago, e tempo, para andarem pela cidade a bater merda com dois paus.

Val no Aspirina-B

Exemplos Exemplares

O eurodeputado português Rui Tavares anunciou hoje o lançamento de bolsas de estudo que cobrem várias áreas profissionais, financiadas com 1.500 euros mensais a partir dos seus próprios rendimentos.

Do Público on-line

Io Sono L'Amore - Uma obra-prima

Ver aqui no Sound+Vision

Oito & Oitenta

Como nós vemos Israel e como Israel nos vê a nós
António Jorge Gonçalves

quinta-feira, 3 de junho de 2010

As Trapalhadas do Público


A propósito do problema israelo-palestiniano o Público de ontem citou Amos Oz, o autor entre outras do interessantissimo "Uma história de amor e trevas". Só que na apresentação do esvritor refere ter sido galardoado com o Nobel o que me parece incorreto.
Será que o jornalista tem a certeza ou se deu ao trabalho de confirmar o facto?
Mas há mais.
Ao anunciar a edição em dvd do mediano "Nas Nuvens" refere que o filme foi "vencedor de seis óscares da Academia, incluindo melhor filme e melhor actor".
Poderá ter ganho estes óscares, não seguramente na Academia de Hollywood.
Será que o jornalista tem a certeza ou se deu ao trabalho de confirmar os factos?
O Público errou.E hoje ainda não tinha corrigido os erros.
E os jornalistas do Público se erram devem ser castigados.
Assim interpreto o discurso do patrão Belmiro.
Se assim deve funcionar para os governos (em especial para aqueles que não fazem fretes à Sonae) terá de funcionar em casa do grande investidor.
Os jornalistas do Público vão apanhar uma palmatoadas.
Vão...Vão.
Olhem que ele até mete medo!

Mercados

Á medida que a desigualdade aumenta e os super-ricos no topo da escala social gastam cada vez mais em bens de luxo, o desejo de possuir bens dissemina-se como uma torrente pela escala de rendimentos e o resto da população debate-se para conseguir competir e manter-se a par. Os anunciantes publicitários jogam com este sentimento, tornando-nos insatisfeitos com aquilo que temos e encorajando comparações sociais discriminatórias.


Richard Wilkinson e Kate Pickett em O Espírito da Igualdade Editorial Presença Abril, 2010

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Albinoni- Adagio in G Minor

Uma História de Amor e Trevas

"Estamos em vias de nos tornarmos o Estado pária do mundo"

"Não é apenas uma questão de imagem, é um desastre moral para Israel. Este bloqueio imposto a Gaza não serviu para absolutamente nada"

Amos Oz, notável escritor israelita, em declarações à imprensa a propósito dos últimos acontecimentos no conflito israelo-palestiniano.

Mamãs e Bébés

Cuido já estar inscrita na memória histórica das cidadãos (cf. Vias de Facto) a célebre epístola de Vasco Pulido Valente (VPV) a Clara Ferreira Alves (CFA). Serviu acima de tudo para lhe enfiar umas chapadas de capital simbólico e insultá-la pelo que facto de, tal como ele, não ter Pulido Valente no apelido (palavra de honra) e, ao contrário dele, não pertencer àquela elite rançosa e tribal de Lisboa. Nestas merdas – o que por exemplo não acontece com o terrorismo israelita e a resistência islâmica – sei de que lado estou: torço pela Clara até às últimas consequências e i got a feeling de que não sou o único, embora a crítica ressabiada (mas muito à vontade com Agamben) não se encontre propriamente em vias de extinção. Portanto, apoio incondicional à Clara – tal como o BE procedeu com Alegre – e, se for preciso, retiro o terço de madeira que tenho no retrovisor do carro e enfio lá uma placa com o seu último grande desabafo: «eu pessoalmente estou farta de dar o meu contributo para salvar a Pátria». Como eu te percebo, bebé.

Excerto de um texto de Tiago Ribeiro no Cinco Dias

Sobre o Famigerado César das Neves



só um padreca inexperiente e inculto poderia menosprezar os preliminares e declarar que vivemos no "totalitarismo do orgasmo". o que não deixa de ser uma expressão fabulosa.
 
João Morgado Fernandes sobre um "textículo" de João César das Neves

Israel