terça-feira, 9 de agosto de 2011

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Escavacado



Excertos da entrevista que Miguel Sousa Tavares deu a João Céu e Silva. Sublinhados meus. Ontem no Diário de Notícias:


«[...] Este governo vai cumprir o mandato porque o Governo tem um Seguro. Chama-se António José. [...] Mas Cavaco tem opiniões? [...] Só vejo o Presidente falar após factos consumados, a fazer análise e constatações óbvias. Agora alerta contra as agências de rating, mas há seis meses era para que não fôssemos contra elas, porque estavam a fazer o seu trabalho. A sua capacidade de previsão — que se está sempre a auto-elogiar! — é muito curta. [...] Acho que Sócrates foi muitíssimo bem-educado quando lhe pediram um comentário a seguir ao discurso de posse e se limitou a dizer que era injusto. Cavaco fez o discurso todo contra o Governo, como se não houvesse uma situação internacional de crise. Agora, é o discurso ao contrário. [...] O BIC não oferece 40 milhões, recebe 510 milhões, porque o Governo vai lá pôr 550. O BIC consegue até que o Governo vá custear as indemnizações aos trabalhadores despedidos e, posteriormente, pagar o subsídio de desemprego; limpar o que é incobrável e oferece-lhes os fundo de maneio para terem o rácio de capitais que o Banco de Portugal exige. [...] No outro dia, com um amigo, começámos a assentar nomes das personagens do Governo de Cavaco Silva. Metade teve problemas com a justiça ou é suspeito de poder vir a ter! É extraordinário, para um homem que se gaba tanto da sua integridade, e o mínimo que se pode dizer é que não soube escolher os colaboradores.»

Retirado do blogue Da Literatura



quinta-feira, 28 de julho de 2011

Tempestade Murdochiana

Apropriação Indevida *

* Em larga escala e com grande escândalo mediático, há pouco, em Espanha. Em Portugal desde sempre, sem barulho nem ruído mediático.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Noruega



Miopia

Apesar de míope, era um tipo prevenido e estava decidido a ser um pai activo, desde o primeiro momento. Mal a mulher ficou grávida, comprou logo uns óculos de ver ao parto.


António Costa Santos

Perspetivas & Realidades

terça-feira, 26 de julho de 2011

Onde Chegou A Rasquice

O conselheiro de Passos Coelho, aquele que, sendo muito liberal e sendo administrador em inúmeras (!) empresa afinal aceitou vir parasitar o Estado com uma alegada vice-presidência da CGD. Mas afinal parece não ter nível nenhum, vejam só aqui. Ao que chegámos!

A Instrução dos Heróis

domingo, 24 de julho de 2011

Penso, Logo Desisto

Diz-me Como Vestes Dir-te-ei o Que Sabes?


 

Não sabemos se os apostolos usariam chanatas ou camisolas do Benfica mas o reitor da Universidade Católica sabe que os trajes desportivos ou de lazer não são conformes nem a Deus nem ao saber. Mas mesmo se admitirmos que há limites para a i...nformalidade no vestir e que o mundo não é um estádio , o documento apelando ao uso de vestuário digno e à vigilância de todos para o respeito por essa medida permite-nos perguntar se o essencial é o que se sabe por dentro ou no que se mostra por fora. Pode um "drees code" ser entendido como um mandamento?
 
No Público

Resolver o Problema do Desemprego

Civilizadores

sábado, 23 de julho de 2011

Crato, O Anti-Cristas!


De acordo com o Inimigo Público Nuno Crato vai obrigar os alunos a usar gravata durante o Inverno para reduzir a fatura dos aquecedores das escolas

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Não Temos Murdoch Mas Temos Pior

Há dias, o americano Jon Stewart abordou o escândalo inglês das escutas como um alívio. Ele tem um programa televisivo diário, o Daily Show, onde a actualidade é apresentada com humor abrasivo. O seu ponto de partida era que a América está moralmente nas lonas. Um colega de Jon (esse, inglês) tratou de lhe mostrar que havia pior: a Inglaterra do caso Murdoch. Um país onde um jornal paga a detectives para escutar ilegalmente o telefone de uma menina raptada... "Para ajudar à investigação policial?", perguntou Jon, o ingénuo. Não, só para mexeriquice (a menina acabou assassinada). "Felizmente, há a polícia, que investigou esse jornal!", disse Jon. Qual quê, a polícia estava comprada pelo jornal... "Resta, o Governo..." Nem esse, o primeiro-ministro Cameron empregou como seu porta-voz o ex-director do jornal pulha... No fim, Jon Stewart suspirou de alívio: a América estava muito melhor do que a Inglaterra. Sorte a dele, não a minha. Em Portugal, não há jornais que de forma sistemática pagam a bandidos para fazer escutas ilegais, é verdade. Mas não é por moral, é por falta de dinheiro dos jornais. O que não os impede de terem acesso a informações obtidas ilegalmente, por exemplo, em segredo de justiça. Fornecidas por quem? É isso que faz mais grave o nosso caso. A máfia de Murdoch, por muito máfia, é clara nos seus propósitos: ganhar mais dinheiro e poder. A nossa é difusa, nem lhe conhecemos as intenções.

Ferreira Fernandes no Diário de Notícias

Asfixias Intestinas

Richard Camara

Por que razão é que a lista de nomes que se vão sabendo de nomeações para os gabinetes governamentais e para cargos chave na economia e administração do Estado não me surpreende de todo? De todo, estava escrito nas estrelas. Jornais "amigos", jornalistas "amigos" dedicados e blogues de facção, foram nos últimos anos um instrumento fundamental na propaganda do "passismo" no PSD, atacando com virulência Manuela Ferreira Leite, promovendo os seus, fazendo o sale boulot. Não admira que agora pareçam mansos cordeiros: é que chegou o o payback time.


Já que não há o prometido site das nomeações aqui vai uma lista muito incompleta das informações que a Visão tem publicado sobre essas escolhas. Podem ser vistas por jornal ou por blogue, ou por ministério. Qualquer maneira de as ver é particularmente interessante:

Diário de Notícias / Jornal de Notícias: Maria de Lurdes Vale, Carla Aguiar, Adelino Cunha, Paula Cordeiro, Pedro Correia entre outros.
RTP: Rui Lopes da Silva, Daniel Pessoa e Costa
Lusa: Rui Batista
Público: Anabela Mendes
31 da Armada: Afonso Azevedo Neves, Carlos Nunes Lopes, João Villalobos
Albergue Espanhol: Afonso Azevedo Neves, António Nogueira Leite, Pedro Correia
Cachimbo de Magritte: Miguel Morgado
Portugal dos Pequeninos: João Gonçalves

Ministério de Miguel Relvas, o mais interessante de analisar porque é daqui que virá o spin e o que mais se verá: João Gonçalves, Pedro Correia, Adelino Cunha.

Três observações: uma, é que por muito que se tente iludir este facto, as escolhas deste tipo pouco tem a ver com o mérito profissional, mas sim com a confiança política. Se no caso dos jornalistas não houvesse a transumância habitual entre redacções e assessorias governamentais, não haveria nenhum problema em se escolher na base da confiança política. Agora ver jornalistas, que até ontem eram o primor da objectividade e independência, irem ajudar ministros e secretários de estado na propaganda e nalguns casos na manipulação da informação, isto sim é um problema. O mesmo problema se coloca ao contrário: ver dedicados propagandistas (e nalguns casos mais do que isso) voltarem agora às redacções como impolutos e isentos jornalistas, também me parece um problema.

A segunda observação é que vale a pena reler o que estes jornalistas e autores de blogues escreveram nos últimos anos. Percebe-se muita coisa.

A terceira, é que estas listas não dizem tudo. Não nos dizem sobre outro tipo de relações envolvendo as mesma pessoas e com a ligação próxima que alguns blogues têm com agências de comunicação e empresas de marketing que trabalharam para personalidades partidárias ou partidos e agora se vão mudar para o governo. Esta é uma teia de interesses muito pouco escrutinada, mas muito importante para perceber alguns blogues como, por exemplo, o 31 da Armada.

Pacheco Pereira, militante do PSD

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Teatro - Festival de Almada

Terminou o festival de Almada. Este ano navegando em águas de uma certa mediania.A grande deceção foi Santa Joana dos Matadouros não pelos atores nem pela ideia do dispositivo cénico mas pela encenação muito conservadora e repetitiva. Positivamente destacou-se o grupo Mala Voadora com o seu Overdrama,esse sim um óptimo espetáculo.