terça-feira, 18 de março de 2008

Trinta Anos de Palhaçada


Pedro Vieira, O Irmão-Lucia no Cinco Dias

Provar do próprio veneno


Pacheco Pereira, talvez o politico e comentador que mais intriga e conspira ( exceptuando o inefável Marcelo e o execrável Portas ) ficou muito chocado e ofendido com a entrevista do pouco recomendável Abel Pinheiro ao Expresso. E parece que tanto ele como a corte de amigos, magnos e cabotinos, se exasperaram ainda mais com o Expresso que, na economia da entrevista, terá dado um tratamento excessivo ao que Pinheiro disse de Pacheco.

Este, quer aparecer agora como virgem ofendida, o inocente.

Coitadinho, tenho tanta pena dele!

A banha da cobra já não vende como dantes


Desconfio quando os comentadores e politicos de direita começam a dizer que "neste momento" Sócrates vai ganhar daqui a um ano, e com maioria absoluta.
Cheira que tresanda a "já visto" e a manobra puramente táctica.
Daqui a algum tempo sobrevém uma qualquer "catástrofe", sob qualquer pretexto, mesmo o mais fútil, e passam a apregoar que afinal já não é assim e a direita tem imperiosamente que receber o voto maioritário dos portugueses, em nome da sobrevivência do pobre país.
É a versão de Menezes mais disfarçada. Este, desastrado, acelerou ao ponto de numa semana o PSD não merecer ser governo e na seguinte jà estar preparado para governar.

segunda-feira, 17 de março de 2008

A Josemanuelfernandização do Expresso


Com o título de capa “Dei mil contos a Pacheco Pereira”, numa chamada para a entrevista a Abel Pinheiro, uma figura que poderia ser metida num frasco com álcool e estudada em cursos anti-corrupção, o semanário de Balsemão, dirigido por essa fraca figura que é Henrique Monteiro, alimenta a filha-de-putice que vai marcando a imprensa em 2008. Não temos jornais de referência, é o que isto significa

Título e texto de Valupi no Aspirina B

A Meia Maratona e as Avarias nos Telemóveis


SÓCRATES TEVE UM DIA DESCANSADO
Apesar de ter aparecido em público e de todos saberem que ele ia estar presente na meia maratona de Lisboa Sócrates não contou com a amável presença dos manifestantes anónimos que habitualmente o acompanham, apupando-o e chamando-lhe fascista. Terá havido uma avaria nas centrais de telemóveis, na rede telefónica da Soeiro Pereira Gomes, ou os tais manifestantes anónimos estão com o rabo pesado como diria Scolari?
Imagino que por estas horas o senhor Sousa (Jerónimo) se está a interrogar sobre as causas de tal descuido, será que os portugueses anónimos que exibem cartazes a dizer que votaram em Sócrates voltaram a gostar do líder do PS? É que nem um professor apareceu a apupá-lo.

domingo, 16 de março de 2008

Sermões Possíveis e Autênticos


Ao ler este texto de Fernanda Cãncio no Cinco Dias encontrei o pretexto para voltar a Ruy Belo e a este (outro) seu poema.

A AUTÊNTICA ESTAÇÃO

É verão.Vou pela estrada de Sintra
por sinal pouco misteriosa à luz do dia
ao volante de um carro que não é um Chevrolet
e nesse ponto apenas se perdeu a profecia
Não há luar nem sou um pálido poeta
que finga fingir a sua mais profunda emoção
Chove uma chuva que me molha os olhos
e me leva a sentir saudades do inverno:
a luz o cheiro a intimidade o fogo
Quem me dera o inverno. Talvez lá faça sol
e eu sinta aflitivas saudades do verão:
uma estação na outra é a autêntica estação

em Homem de Palavra(s)

Domingo é Dia de Futebol

VICK MUNIZ

...e eu devo estar a ficar doente

sábado, 15 de março de 2008

O Senhor Jerónimo de SOUSA


JUMENTO DO DIA

O SILÊNCIO DO SR.SOUSA
O senhor Sousa anda tão preocupado com a degradação da democracia em Portugal que nem deve ter tido tempo para ver os noticiários e ficar preocupado com a democracia no Tibete. O senhor Sousa é um homem cheio de silêncios ruidosos.

NEGOCIAR COM A FENPROF?
È pura perda de tempo, nunca a Fenprof aceitará qualquer acordo mesmo que concorde com ele, o PCP nunca perderá a oportunidade de manter a instabilidade nas escolas. O Governo deve fazer cedências, deve ir de encontro das reivindicações legitimas dos professores mas deve esquecer qualquer acordo com um sindicato onde é o senhor Sousa que manda. O senhor Sousa sonha com democracias como as da Coreia do Norte e o descontentamento nas escolas fá-lo pensar que esse sonho é realizável.
Começaa a ser tempo de desmascarar este PCP ultra ortodoxo, mais próximo do MRPP de Arnaldo Matos do que do PCP de Cunhal, e de lhe fazer frente onde os seus dirigentes julgam estar em vantagem, na rua.É inaceitável que o PCP use métodos fascistas de manifestação promovendo manifestações "anónimas" junto às sedes ou aos comí­cios dos outros partidos. É tempo de dizer ao PCP que tem de respeitar as regras da democracia por mais que sonhe com ditaduras.

E o Nogueira já deve ter levado na cabeça. E orelhas de burro!
Não é assim, caro Jumento?

Os filósofos também se arrasam?


Ontem na Culturgest, no ciclo de conferências "Aproximações à biopolítica", José Gil distingui-se de todos os outros oradores.
Isto porque, enquanto todos os "conferencistas" abordaram os temas sob o ponto de vista teórico, no dizer de um assistente, utilizando registo universitário, José Gil a pretexto de exemplificar a teoria exposta, passou quase todo o seu tempo a "arrasar"o governo de Sócrates.
E digo arrasar, termo que me desagrada profundamente, porque o senhor desceu ao nivél do pior da comunicação social.
Esqueceu-se ( deliberadamente?) que as criticas feitas ao governo PS poderiam, genericamente, ser feitas a um governo PSD ou, no minímo, a qualquer governo da União Europeia.
E de tal modo a sua sanha foi tão exagerada que, quase no final, sentiu-se na obrigação de meter, a martelo, uma crítica à (bio) politica dos tempos de Salazar.
Os filósofos também se arrasam?
Há pelo menos um que se (auto) arrasou, ontem na Culturgest.

sexta-feira, 14 de março de 2008

A Greve da Função Pública e mais Avis Raras


Hoje de manhã no Radio Clube uma sindicalista fazia o ponto da situação da greve da função pública referindo os locais (poucos) onde haveria 100% de adesão.
Nos outros, onde a adesão seria menor, verificavam-se pressões sobre os trabalhadores e "tinham" rasgado a propaganda.
No seu alto conceito de democracia não admitia que, por variadissimos motivos, houvesse pessoas que não quisessem aderir à greve da CGTP.
É mais uma ave rara.
Ave não, Avoila!

Deng Xiao Fernandes


Na grande coligação anti-Sócrates liderada por José Manuel Fernandes, no "seu" Público, a palavra de ordem foi bebida em Deng Xiao Ping, o grande líder chinês, e reza assim:

"POUCO IMPORTA QUE UM GATO SEJA VERMELHO OU BRANCO, O QUE IMPORTA É QUE APANHE OS RATOS COMO DEVE SER"

Palhaçadas

Na passada quarta-feira, no final da Quadratura do Círculo, na SICNotícias, Carlos Andrade, Jorge Coelho, Lobo Xavier e Pacheco Pereira aparecerem com narizes vermelhos de palhaço promovendo uma associação de apoio e entretenimento de crianças hospitalizadas. Até aqui trata-se de uma acção meritória. Só que deveria ser ao contrário : os senhores deveriam ter sempre aqueles narizes e só os tirarem em ocasiões de excepção.
Narizes vermelhos símbolo da palhaçada que é a actual politica mediática.
E Pacheco Pereira era o melhor deles todos!

quinta-feira, 13 de março de 2008

Avis Rara


Palavras para quê?
É uma ave de aRibaução!
( Publicado no WeHaveKaosInTheGarden)

Isto não está para distracções


Distracções.
As «cabeças» bem-pensantes da nossa praça, distraídos com o «plástico socrático» não se dão conta como o PCP – partido que, em Portugal, representa o «sonho» de ditaduras implacáveis – está a minar, por dentro, as mais elementares regras da democracia, usando a capa cobarde do «anonimato» e do «espontâneo». Parece que se preparam para protestar junto ao comício do PS no Porto, no próximo sábado. Hoje, ninguém se indigna. Mas, por este caminho, mais cedo ou mais tarde, alguém terá de saltar para a rua, em defesa da democracia, e enfrentar os amigos das FARC.
Por tomas vasques at 13.3.08 (No Hoje há conquilhas amanhã não sabemos)

Citação de Citação



"No PSD, que é um partido que se caracteriza por não ter ideologia nenhuma, (...) o António Capucho não concorda com o Luís Filipe Menezes; o Luís Filipe Menezes não concorda com o Rui Rio; o Rui Rio não concorda com o Pacheco Pereira, e o Pacheco Pereira não concorda com ninguém.”
Ricardo Araújo Pereira, "Visão", 13 de Março de 2008


do Público Online

Acima de tudo, a coerência!


Luis Filipe Menezes na semana passada dizia que o PSD ainda não merecia ser governo.
Esta semana já está em condições de assumir essas funções.

Mário Nogueira, o dirigente da Fenprof e indicado como um dos possíveis sucessores de Caravlho da Silva à frente da CGTP, sábado passado "exigia" a demissão da ministra da Educação, segunda-feira já via a luz ao fundo do túnel e agora já se está a fazer novamente duro tentando obter mais "vantagens" na reunião de amanhã.

O que eu admiro nesta gente, para além da coerência é a verticalidade, a honradez.

È preciso não terem vergonha na cara!

quarta-feira, 12 de março de 2008

A Reforma da Laranja


A actual direcção do PSD mudou de símbolo. Se a arquitectura é o mijo dos príncipes - uma espécie de forma superior de marcar territórios - , a mudança de símbolos é vício de banqueiros, CEOs e de presidentes do PSD. Não há um único que não comece o mandato sem tentar assinalar um tempo novo, como dizendo:’desta vez é que é’.
Os gajos que vendem estás mudanças de visual são a malta mais esperta do universo: fazem-me sempre lembrar os alfaiates do “rei vai nu”. Estou a vê-los a trocar os olhos ao Meneses e ao Ribau: “estão a ver, só malta muito burra é que não percebe a dinâmica deste desfocado azul…parece mesmo o TGV azul a acelarar para o progresso…” . E toca alguém a pagar uns milhões de euros por este liefting visual. Para perceber a dimensão do engano, não há nada como os próprios recitam a bula da mudança:
Sob o lema “Mudar Portugal” e com cores azuis e alguns elementos a branco, surge a nova imagem do PSD, numa aposta de renovação e de refrescamento, com dinamismo imprimido pela seta estilizada e laranja que referencia de forma principal o Partido Social Democrata.
No dia em que se assinala e debate o balanço dos três anos do Governo do PS, que recebe da parte do PSD uma nota claramente negativa e em sintonia com a avaliação dominante dos Portugueses, apresentamos na nova imagem do PSD, a atitude de MUDANÇA que estamos a imprimir no PSD e que queremos e vamos levar para a governação de Portugal.
Esta imagem enquadra a atitude construtiva e combativa do PSD e do seu Líder Luís Filipe Menezes, referenciando um PSD com Nova Vida e Nova Energia.
José Ribau Esteves
Secretário-Geral
Sobre este lindo texto gostaria de deixar duas palavrinhas:
1. Espero que desta vez tenham cravado outros tipos e deixado a Somague sossegada.
2. Caro Ribau Esteves, “governo”, “portugueses” e “líder” são palavras que não levam maiúscula. Se o primeiro erro é generalizado nos jornais e blogs, se o segundo erro é simpático para os portugueses, o terceiro é preocupante.
3. A propósito, “Nova Vida” e “Nova Energia” também não levam maiúsculas.
Publicado em cinco dias por Nuno Ramos de Almeida com o título Uma questão de Minúsculas (Remix)

terça-feira, 11 de março de 2008

Saudades do PREC ou o "Aggiornamento" do PCP


Deixou a classe operária já quase inexistente e passou a apoiar as "indignações" da classe média, a burguesia de 1974.
Começaram com os professores e vão continuar com os militares, arrastando atrás de si esquerdistas e direita.

Aproveita-se tudo.

As vanguardas não morrem, evoluem!
Dão saltos qualitativos ( e que saltos!)

Quanto pior, melhor.

domingo, 9 de março de 2008

O Dirigente Experiente


Mário Nogueira, o dirigente sindical da Fenprof, declarou na Única do Expresso que já não dava aulas há 17 ou 18 anos. Declarando ter 50 de idade isto significa que não lecciona desde os 32 anos. Significa pois que este superdirigente e militante partidário tem uma altissima experiência pedagógica. Podemos então ter a certeza que os professores estão bem entregues. E também podemos ter a certeza que os sindicatos e o ministérios estão cheios desta "espécie de professores". Os outros cento e tal mil são só carne para canhão! E arma de arremesso politico-partidário!

A Crediblidade Perdida


"...(José Manuel Fernandes) simula que a memória não existe, nem sequer a dos leitores que, tendo acompanhado o Público desde os primeiros tempos, puderam constatar não apenas as suas radicais metamorfoses gráficas e estruturais como, sobretudo , o alinhamento ostensivo das posições editoriais mais influentes- as do director, obviamente- com uma cruzada ideológica de matriz neoconservadora....
Aquilo que afecta- por vezes muito injustamente, reconheço - a credibilidade do Público tem a ver com a falta de transparência e o carácter errático da sua linha editorial....

( Os 18 anos do Público por Vicente Jorge Silva, no Sol )

sábado, 8 de março de 2008

Ethos ou Etílico ?


Mais um diamante lapidado por Vasco Pulido Valente no Público :


"Os professores não precisam de uma vigilância vexatória e nociva por "avaliações".

Precisam de um ethos , que estabeleça uma noção clara e únivoca de excelência.Se o ensino superior for de facto excelente ( e não o travesti que por aí vegeta), e se tiver inteira liberdade de seleccionar alunos ( como agora não tem), os professores ficarão com um objectivo, o de preparar as crianças para o ensino superior, que os distinguirá entre si, sem regras de espécie alguma;"


Fica então provado que nem só quando se conduz se deveria fazer o teste do balão!

Leituras Matinais


A manifestação desta tarde no Marquês de Pombal está intimamente ligada à de sábado passado no Rossio: primeiro convoca-se a vanguarda militante, depois o povo unitário e todos os aliados de circunstância.»
Fernando Madrinha (Expresso, 8.03.08).

«Desde a táctica de desgaste de Sócrates, que ia dos assobios de meia dúzia de activistas à entrada deste para as suas sessões de propaganda e casting, estragando-lhe os cenários e o marketing, até à sucessão de greves para culminar em greves gerais, estava em curso um treino do clima de agitação.»
José Pacheco Pereira (Público, 08.03.08).

«Lembro-me bem dos meus professores. Não tinham nada que ver com esta gente. Eram referências para os seus alunos. A maior parte escolheu aquela profissão porque gostava de ensinar. Talvez por isso eram todos licenciados e com um curso (dois anos) de pedagógicas.»
Emídio Rangel (Correio da Manhã, 08.03.08).


Há ( pelo menos) 30 anos que sabemos isto mas convém repetir


Jerónimo de Sousa o grande libertador
Quando ouço Jerónimo de Sousa confesso saudosista da URRS de que nem os russos têm saudades, admirador de "democracias" como a da Coreia do Norte e de Cuba e admirador dos narco-sequestradores das FARC fico com a mesma sensação que fico quando ouço os padres a falar de sexo. Desde que decidiu que a estratégia política passava por fazer crer que Portugal caminha para uma ditadura daquelas que ele não aprecia que não para de auto-eleger como libertador dos portugueses, tarefa que ninguém lhe encomendou. Agora dedica o editorial do Avante a esta teoria. É cada vez mais evidente que o ódio histórico dos estalinistas aos partidos socialistas os leva a preferir regimes fascistas à sua concorrência ideológica.

( com os meus cumprimentos ao JUMENTO )

A Mesma Tourada de Sempre


E passaram 35 anos. Ouvida há momentos na RTP a Tourada de Ary dos Sanotos e Tordo.


Não importa sol ou sombra
camarotes ou barreiras
toureamos ombro a ombro
as feras.
Ninguém nos leva ao engano
toureamos mano a mano
só nos podem causar dano
a espera.
Entram guizos chocas e capotes
e mantilhas pretas
entram espadas chifres e derrotes
e alguns poetas
entram bravos cravos e dichotes
porque tudo o mais
são tretas.
Entram vacas depois dos forcados
que não pegam nada.
Soam brados e olés dos nabos
que não pagam nada
e só ficam os peões de brega
cuja profissão
são pegas.
Com bandarilhas de esperança
afugentamos a fera
estamos na praça
da Primavera.
Nós vamos pegar o mundo
pelos cornos da desgraça
e fazermos da tristeza
graça.
Entram velhas doidas e turistas
entram excursões
entram benefícios e cronistas
entram aldrabões
entram marialvas e coristas
entram galifões
de crista.
Entram cavaleiros à garupa
do seu heroísmo
entra aquela música maluca
do passodoblismo
entra a aficionada e a caduca
mais o snobismo
e cismo...
Entram empresários moralistas
entram frustrações
entram antiquários e fadistas
e contradições
e entra muito dólar muita gente
que dá lucro as milhões.
E diz o inteligente
que acabaram as canções.

quinta-feira, 6 de março de 2008

Carlos Barroco e o seu "Mundo de Aventuras"


Vernissage hoje na Galeria Novo Século

quarta-feira, 5 de março de 2008

Um bêco sem saída...


Apesar de serem todos uns grandes "artistas". Hoje, no Público, com Pacheco Pereira em director ,no dia do 18º aniversário.

terça-feira, 4 de março de 2008

Um País de Desmotivados


Os professores, os agentes da autoridade, os agentes da justiça, os funcionários públicos, os..., os...,os...,os....


Falta de motivação e falta de ética!

segunda-feira, 3 de março de 2008

Tomei conhecimento.Divulgue-se!


Olha, olha! Uma espécie rara: um ministro de um Governo PS sem medo de denunciar de forma contundente a impunidade - política e criminal - de que há muito tempo, escandalosamente, vem beneficiando o Dr. Paulo Portas! Um Paulo Portas que se refina na rábula e agora ameaça o ministro com a justiça, por ofensa ao bom nome. Isto do bom nome é relativo, como com toda a gente - e este Portas chama-se Paulo. O ministro Jaime Silva tem o meu apoio e aplauso. Mas vai precisar de muito mais do que isso. É que no PS há gente com velhas e enraízadas cumplicidades com o Dr. Paulo Portas, como se percebeu no derrube da direcção Ferro Rodrigues/Paulo Pedroso. Como se percebe nas escutas do processo Portucale - que agora o novo Código de Processo Penal, muito oportunamente, impede a imprensa de transcrever. Gente que quando vê Paulo Portas em apuros, seja nos tribunal da Moderna, nas investigações do Portucale, ou de fortuita passagem por alguma esquadra de bairro, sempre dá um jeito, discreto, de lhe estender a mão. Para não falar de quem assistiu, impávido, sem mexer um dedo, à gestão ruinosa de Paulo Portas no Ministério da Defesa, deitando-nos abaixo os aviões A400-M, levando-nos ao fundo nos submarinos e arranjando-nos um inferno às ordens de Rumsfeld - que hoje persiste no esforço de encobrimento dos "voos da tortura". E de quem, com altas responsabilidades estatais, hoje guarda silêncio e nada faz diante das notícias do frenético fotocopianço das horas da despedida de Paulo Portas pelo Restelo, em despudorada violação das mais elementares normas de segurança do Estado.Ministro Jaime Silva, olhe que quem se mete com o Dr. Paulo Portas, tal como com um certo PS, leva. Costuma levar. Mais tarde ou mais cedo. Eu, se fosse a si, começava a cuidar da retaguarda.


Parabéns ANA GOMES ( no Causa Nossa)

Marcelo atacou Cavaco


Subrepticiamente, como ele gosta, Marcelo atacou Cavaco, ontem na sua "coluna" da RTP.


Aparentemente para criticar Sócrates, por não remodelar alguns ministros, designadamente Maria de Lurdes Rodrigues, Alberto Costa e Jaime Silva, referiu que assim não irá obter a maioria absoluta.


E depois veio a "bomba".
Afirmou que Cavaco não teve pruridos em remodelar Leonor Beleza e Miguel Cadilhe, dois pesos pesados do seu governo.

E porquê? O professor insinua que Cavaco não terá tido pejo em substituir estes dois ministros, não pelo seu mau desempenho, mas, como estavam a ir contra o "stablishment", poderiam pôr em perigo a maioria absoluta.

Este Marcelo é um prodígio.
Desta vez dou-lhe vinte valores!



Informação é Liberdade?


Destaco o excelente artigo de Joaquim Vieira, provedor do Público , intitulado "Não há almoços grátis".

Nele se discorre sobre a nova moda dos jornais aceitarem deslocações pagas na lógica de que a cavalo dado não se olha o dente.

O Provedor chega à brilhante conclusão, fazendo as contas com exemplos tirados do próprio jornal, que se algum potencial anunciante "procura promoção, não ponha publicidade na imprensa; pague antes uma viagem a um jornalista.Sai mais barato e a mensagem poderá ser mais eficaz".

Evidentemente que, segundo José Manuel Fernandes, está tudo muito correcto e de acordo com o Livro de Estilo e embrulha tudo com a verborreia habitual.

"O provedor gostaria de fazer uma recomendação sobre o tema, mas abstém-se por realismo"

É que poderia acontecer-lhe o mesmo que ao seu antecessor.

"Fica só este alerta para o problema que subsiste"

Se as administrações esfregam as mão de contentes com estas poupanças em deslocações, já os jornalistas têm aqui uma boa oportunidade para a defesa da liberdade de escolher os temas a lançar no espaço público.

Para além das "ameaças" do governo, afinal parece que há MIL outras ameaças que, distraídos, não conseguem vislumbrar.

Até quando poderemos confiar na vossa ética meus caros?

Ou é só quando vos convém?