quarta-feira, 16 de abril de 2008

Os Benefícios dos Burocratas

Luis, quando deres cabo do Tribunal Constitucional, não te esqueças do STA...


Uma história que fala por si

Em 30 de Março de 2001, houve uma greve de professores convocada pela FENPROF. Mário Nogueira — então professor e dirigente do Sindicato de Professores da Região Centro (SPRC), pertencente à FENPROF — participou na greve. Consequentemente, a respectiva escola descontou-lhe um dia de vencimento.Mário Nogueira, indignado, entendeu que, apesar de ter feito greve, tinha direito à remuneração desse dia, uma vez que era sindicalista.Não pretendo entrar aqui na discussão sobre se sindicalismo é ou não trabalho. Mas parece-me meridianamente evidente que, se o sindicalista Mário Nogueira fez greve — e tinha todo o direito de a fazer —, então faltou ao trabalho. E se faltou ao trabalho, não deve receber a correspondente remuneração.É isso, de resto, que acontece com todas as pessoas que fazem greve. A sua falta é justificada, uma vez que corresponde ao exercício de um direito constitucional, mas é-lhes descontada a remuneração correspondente a um dia de trabalho.Mário Nogueira, porém, não se considera um trabalhador como os outros. Entende que, pelo facto de ser sindicalista, pode fazer greve remunerada. Isto é, o Estado deve pagar-lhe para fazer greve. E tanto acha isso que recorreu para os tribunais administrativos do desconto no vencimento.Claro está que o Supremo Tribunal Administrativo teve de explicar ao professor Mário Nogueira que, como diziam os romanos, ubi commoda, ibi incommoda, isto é, quem retira as vantagens deve suportar os respectivos inconvenientes. Mas Mário Nogueira não deve ser professor de Latim e, para si, prefere antes a expressão, em inglês, all the gain and no pain — que é como quem diz, em linguagem jurídica, um claro abuso de direito. Segundo as palavras do próprio acórdão:
“A tese defendida pelo Recorrente contencioso determinaria uma situação em que a dispensa do serviço correspondia a uma licença especial com vencimento ou, dito de outro modo, configuraria uma situação em que o dirigente sindical ficava dispensado de todos os deveres escolares e só prestaria os serviços para que fosse especialmente convocado e, apesar disso, continuaria a receber a sua remuneração como se estivesse ao activo. Ora essa situação não encontra previsão nem naquele DL nem no referido Despacho”.Inconformado, Mário Nogueira ainda recorreu, desta feita para o pleno do STA. E os Juízes Conselheiros lá tiveram de voltar a explicar o b-á-bá: quem não trabalha, não recebe remuneração. Novamente, Mário Nogueira levou sopa — e ainda foi obrigado a pagar uma taxa de justiça de 200 €, bem mais do que a dedução de 11.390 escudos que havia sofrido no seu salário em virtude do dia de greve.

Do Câmara Corporativa

terça-feira, 15 de abril de 2008

Acabado, Silva Já Está Há Muito!


Cavaco Silva Acabou
As reacções e comentários à atitude de Cavaco Silva face às provocações de Alberto João Jardim
são chocantes. Repare-se: já não são só as declarações de Jardim que chocam; agora choca também a não-reacção do Presidente da República e os comentários sobre as mesmas. Esquecem muitos comentadores, graças ao péssimo hábito da análise política faita à maneira do futebol e sem grande preocupação com os princípios, que Jardim insultou um órgão de soberania e sobrepôs-se a ele; e que outro órgão de soberania - por sinal o mais elevado na República… - lavou daí as mãos e encolheu os ombros. Grave não é o PSD (mas qual PSD - existirá porventura tal coisa?) não reagir. Grave é o Presidente da República não o fazer. Como se isto (”isto” são as Jardinices) fosse apenas uma questão de gestão da má-criação ou da birra.
Cavaco Silva perdeu esta semana a legitimidade para ser Presidente da República. E não há “declaração” ou “boca” ou insinuação que possa vir a fazer num discurso qualquer - como os comentadores político-futeboleiros andam a dizer - que possa reverter isto. Caso contrário está ele próprio a entrar na política das bocas.

Por Miguel Vale Almeida em Os Tempos Que Correm

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Eu Não Tenho Tantas Certezas ou a Carreira de Um Militante


A LUTA CONTINUA
Fatal como o destino. Várias associações cívicas de professores estão indignadas com o recuo da Fenprof. Cedência, dizem elas. Era bom de ver que uma larga percentagem de docentes do básico, preparatório e secundário não quer a avaliação. Nestas coisas (e isto vale para a educação como para todas as áreas da administração pública, da economia à justiça), há sempre um núcleo, infelizmente numeroso, de gente que sobrevive à custa da inércia. Se a mudança os prejudica, combatem a mudança. A Fenprof foi o rosto desse combate. Mas esticou tanto a corda que ficou sem margem de manobra. Por outro lado, as duas audiências em Belém — a primeira com uma assessora da Presidência, a segunda com Cavaco himself — podem ter constituído um aviso. E se, no limite, o Presidente da República viesse dizer ao país que a razão estava com Maria de Lurdes Rodrigues? (O que não seria novidade nenhuma, pois a sondagem da Markest, publicada no Expresso do passado dia 5, revela que 57,6% dos inquiridos apoia as medidas da ministra.) A plataforma de entendimento entre o ministério da Educação e os sindicatos contribuiu para abrir o jogo. E as associações não querem que seja assinada porque isso põe fim ao agit-prop e às manobras dilatórias. Por exemplo, o Movimento em Defesa da Escola Pública já disse que o acordo representa um desaire para a Fenprof, na medida em que «Os professores foram para a rua lutar contra o estatuto da carreira docente, [contra] o concurso para definição dos professores titulares, contra o novo modelo de gestão escolar e, claro, contra a avaliação.» Muito sintomática a elencagem de prioridades... Convenhamos que ficou tudo mais claro. O ideal seria mesmo ficar em casa e receber o vencimento no fim do mês.

Este é o post de Eduardo Pitta no seu DA LITERATURA

Devo acrescentar que não tenho tantas certezas acerca da bondade da FENPROF.
Aliás parece que já veio dizer que isto é só uma trégua até ao fim do ano lectivo.
De salientar que o seu dirigente, Mário Nogueira, o tal que não dá aulas há 16 anos (DEZASSEIS), tem vindo a fazer carreira politica nos sindicatos e parece ser a actual aposta do PC para substituir Carvalho da Silva à frente da CGTP.
Por isso, caro Eduardo, até com a FENPROF a luta vai continuar!

Travessa ou Beco ?


Beco sem saída. Aliás Cavaco nem deveria saír de Belém. Ir à Madeira é caucionar aquele "regime". E aquele "regime" não se pode caucionar!

Fernanda Câncio é Pré-Socrática e o PSD deseperado, abaixo de tudo!


"A RTP contratou Fernanda Câncio para ela fazer aquilo que faz há anos com mérito: reportagens sobre questões sociais. A Câncio é repórter, já trabalhou em televisão (na SIC) e as questões sociais são a sua área de especialização. A RTP não a contratou para um cargo, mas para um trabalho. Por chicana política, por julgar que ganha pontos sobre o partido do Governo, um partido da oposição não se importou de insultar uma trabalhadora, enquanto trabalhadora. Rui Gomes da Silva insultou-a dizendo que a RTP a foi buscar “única e exclusivamente por razões que são de todos conhecidas”. E que essas razões são “um relacionamento com o primeiro-ministro”. Pois a mim mais natural me parece que se contrate Fernanda Câncio como repórter do que Rui Gomes da Silva para dizer coisas em nome de um partido. Leio o que ainda esta semana Fernanda Câncio escreveu no DN, leio a conferência de imprensa de Rui Gomes da Silva, e se há que suspeitar de alguém por andar às cavalitas de alguma cunha, não é na jornalista que penso.
Fernanda Câncio tem “um relacionamento com o primeiro-ministro”. Tem? Pois aí está outro mérito: conhecem fotos dela com o primeiro-ministro? Há-as, mas só tiradas à socapa. Conheço mais fotos de Rui Gomes da Silva com ex-primeiros-ministros. Num país de apêndices militantes, gente que se baba por frequentar os poderosos - e faz gala de o mostrar -, haja alguém como a Câncio que, se anda com o primeiro-ministro, não aparece. Essa é que era a frase, Rui Gomes da Silva: se não aparece, é. A Fernanda Câncio é."

Excerto do comentário de Ferreira Fernandes no DN citado por Ana Matos Pires no Cinco Dias

domingo, 13 de abril de 2008

Por Vezes as Aparências Iludem


Provavelmente a bruxa não é bruxa e a princesa inocente não é princesa e muito menos inocente. É mandatária de outro reino...

Um Público Feito de "Convicções" ou as "Bujardas"de Primeira Página


Em primeira página o Público de ontem titulava " Cavaco levou Governo a rever posições na Educação".
E segue um pequeno texto que remete para páginas interiores.
Só que esse texto começa da seguinte forma: " Cavaco Silva teve um papel fundamental na aproximação de posições entre o Ministério da Educação e os sindicatos dos professores.
Entre os sindicatos há a convicção de que as intervenções so Presidente da Républica terão levado a ministra da Educação e o Governo a rever algumas das suas orientações."(sublinhado meu).
E pronto está justificado o título na primeira página.
Nas convicções dos sindicatos.
E o ministério não informou o Público das suas convicções?
Provavelmente o Ministério pensará que foi o discurso de Cavaco que levou os sindicatos a alterar algumas posições e chegar a acordo com o Ministério.
Segundo as minhas convicções foram ambas as partes que tiveram o bom senso de chegar a acordo.
È isto que constitui uma normal negociação entre instituições numa democracia.
De qualquer modo é minha convicção que o Público continua agir de má-fé.
É minha convicção que o patrão do Público quer vingar-se do Governo por não ter abocanhado a PT.
È minha convicção que depois venderia a telefónica aos franceses ou a quem lhe desse mais dinheiro.
É minha convicção que José Manuel Fernandes quer ser considerado um grande intelectual, liberal de direita, e tudo faz para ser reconhecido como tal, custe o que custar.
Convictamente lamento não ter um meio de comunicação social onde possa pôr todas estas "bujardas" na primeira página!

sexta-feira, 11 de abril de 2008

PSD: O Síndroma do PC


A melhor prova de que o PSD está cada vez mais longe do poder é a forma como Luis Filipe Menezes faz propostas cada vez mais irrealistas.
Agora é a descida do IVA para 16%.
Como não se está no governo, nem em vias disso, toca de fazer propostas inexequiveis tentando arrebanhar clientela.
Menezes imita Jerónimo de Sousa que disso tem longa prática e constitui a natureza do seu partido.
A doença infantil do PSD é o síndroma do PC.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Walter Rosso na Novo Século


Inaugura hoje e vai até dia 30 de Abril

quarta-feira, 9 de abril de 2008

A Ecologia contra este Público


“Eu também me preocupo com as árvores. Por isso é que praticamente deixei de comprar o Público.”

Ivan Nunes num post, no seu blog Ex-Ivan Nunes

Eu também me preocupo com árvores. Por isso já há algum tempo fiz como Ivan.

Só que terrivél é o José Manuel Fernandes, uma grande referência da democracia jornalistica.
Como diria o Jaime Gama.

A Prova da Falência do Projecto de Menezes...


Segundo aTSF, Ângelo Correia considera "Totalmente insatisfatória a situação" no seu partido.
Terá referido ainda que não sabe se o seu regresso à vida politica activa valeu a pena.
Se isto não é começar a sacudir a água do capote, o que será?
Sempre ouvi dizer que, num naufrágio, os ratos são os primeiros a abandonar o navio!

domingo, 6 de abril de 2008

È Preciso ser Um Perfeito Sem Vergonha...


...Para dizer que o encerramento de empresas ( Delphi e Yasaki Saltano) reflectem " a falência de um projecto de governação ".
Eu sei que já não há gente séria no PSD. E economistas dignos desse nome não serão Patinha Antão nem o famigerado Miguel Frasquilho.
Mas Cunha Vaz poderia ter-lhe dito que esses encerramentos reflectem sim a falência do modelo económico desenvolvido nos anos sessenta.
Modelo esse de que só agora nos estamos a libertar com os correspondentes custos.
Processo pelo qual Espanha já passou com taxas de desemprego na ordem dos 20%.
Mas isso não interessa nada, não é, Luis Filipe Menezes?
Se algum dia estiver no governo vai pagar muito caro todas essas "bujardas".
E depois não se queixe.
Quem é que pôs a fasquia nesse altissimo nível?
Altissimo nível de demagogia!

Expresso com Vírus


O mail que as Produções Ficticias enviaram ao Director do Expresso, o qual infectou toda a edição do passado Sábado ,trazia uma mensagem com o seguinte teor: "Para o jornal com o melhor "design" do mundo, com a maior circulação de Portugal e uma longa tradição de directores-humoristas".
Quanto a Henrique Monteiro consta que ele e o Comendador Marques de Correio são íntimos.
Quanto a Marcelo Rebelo de Sousa sabemos que os seus comentários há muito que se "passaram" para a àrea do humor.
Já para os lados do semanário "Sol", José António Saraiva não deve ter ficado muito satisfeito.
Mas aí é que as PF acertaram em cheio!

Tempo de Máscaras e Aparências


«Vivemos tempos de crise. São tempos de máscaras e aparências, em que se esquece o valor do serviço e o respeito pela realidade. São tempos que ignoram o passado da independência e anunciam um futuro sem liberdade.»

João Gonçalves no seu Portugal dos Pequeninos cita Rocha Vieira no Público de ontem.

Não tenhamos dúvidas que os senhores generais na reserva gostam muito "dizer coisas".

Pensando-se enciclopédicos falam do que sabem e do que não sabem.
Independência? Quando? Em que condições?
Liberdade? Quando? Em que condições?
Mais liberdade que nos últimos trinta anos?

Pois é, a idade não perdoa e traz dividendos cavalgar na crista da onda das oposições.

Tempo de máscaras e aparências.

E muita IGNORÂNCIA.

sábado, 5 de abril de 2008

Bronquinho e Pulha


Gostava de ter escrito o que Pedro Marques Lopes escreveu no blogue Atlântico:
“Uma pessoa que diz o que o Agostinho Branquinho disse à TSF, acerca dum novo programa da RTP2, em que a jornalista Fernanda Câncio irá colaborar, não passa de um pulha. Pior que pulha, um pulha cobarde.”


PS — Tanto quanto li no luminoso Sol, o contrato não foi celebrado com a jornalista, mas com uma produtora, à semelhança de dezenas e dezenas de outros. E o pulha em causa não se coíbe de ser o porta-voz do PSD para a área da comunicação social, podendo beneficiar de informação privilegiada por via familiar.

( retirado do Câmara Corporativa por nada mais ter a acrecentar. Aplaudo vivamente! )

A Corporação


Hoje no Radio Clube, no programa Mesa para Quatro foi interessante verificar como António Costa (PS) , Paulo Rangel (PSD) e Maria José Nogueira Pinto (ex-CDS) foram unânimes, a propósito da indigitação de Jorge Coelho para um lugar de topo numa grande construtora, na defesa da promiscuidade entre cargos politicos e empregos de topo em empresas privadas.

E escuso-me de salientar os argumentos mais mirabolantes que eles aduziram.

Aliás não lhes falta imaginação para justificar os tachos que obtém por via das funções publicas que vão exercendo.

Interesantissima unanimidade - é a corporação do tacho!

APOIEMOS A FUNDAÇÃO DO MAMI


Venho lançar um apelo para que todos apoiemos o deputado Gabriel Drummond o qual, segundo corre por aí, irá defender a independência da Madeira no Congresso do PSD local.

Apoiemos vivamente o senhor deputado.

Fartos de palhaçadas a la Bokassa ajudemos o MAMI
No continente não queremos chegar à Madeira.

MOVIMENTO DE APOIO À MADEIRA INDEPENDENTE

O Que Diz Marcelo!


Tem-se comentado que Marcelo Rebelo de Sousa quer que o PSD seja de centro-esquerda.

Puro engano, o que o "professor" mais famoso do país quer é que o PSD consiga ganhar as eleições de 2009, nem que para isso tenha da APARENTAR ser de centro-esquerda.

Porque, na realidade, continuará a ser o mesmo partido de direita populista.

Aliás as aparências têm sido uma constante, pesada e incontornavél na carreira deste homem.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Obviamente, são estupidos!...


IVA

Argumento:


1º - Dizem alguns que o corte de 1% na taxa do IVA é irrelevante


2º - Logo, um ulterior corte de mais 1% na taxa do IVA será igualmente irrelevante


3º - Logo, o corte de 2% (1% + 1%) na taxa do IVA é irrelevante


4º - Logo, o aumento de 2% na taxa do IVA foi... irrelevante!


Sofisma? Evidentemente, desde o princípio.

( publicado no Causa Nossa)

Digo agora eu:

Obviamente são estúpidos?

Ou querem fazer-nos passar por tal!


Uma Igreja Sempre Militante


D.Jorge Ortiga durante a "campanha eleitoral" para a presidência da Conferência Episcopal Portuguesa anunciou que o nosso governo era militantemente ateu.
Tem todo o direito de dizer os disparates que lhe aptecerem.
Só que este atinge mais a Igreja que o governo.
Por ser uma evidente e clamorosa mentira.
Como diz hoje Vasco Pulido Valente no Público "...não é comprrensivél e legítimo que declare o pobre governo do PS "militantemente ateu" e, ainda por cima , por obra e graça de "forças" que Sócrates "não vigia". Se a Igreja quer recuperar o que perdeu, esqueça finalmente o Estado e os rídiculos privilégios de que ainda goza, e venha para a rua. Não há outra maneira de uma exitência pública e politica."
E adianta que "... nenhuma liberdade de nenhuma espécie foi tirada à Igreja. Nem a liberdade de se exprimir, nem de se reunir, nem a de se manifestar. Se a sua "presença" no "ambiente" público e politico não é maior, só se pode queixar de si própria e de uma cultura do Ocidente "liberal", que não a favorece....O episcopado português e os católicos não se resignam ao lugar que é neste momento o seu e tomam por um "ataque" o que não passa, no fundo, do curso "natural" das coisas."
Enfim, uma Igreja militantememte interesseira, por falta de reflexão e autocrítica.
Ou simplesmente por má-fé!

O (Falso) Dilema de Jaime Gama


O peixe de águas profundas não dá ponto sem nó pelo que o dilema não é tão incongruente como isso.


De qualquer modo aqui vai :


" Ser ou não ser Bokassa eis a questão".


Eu não tenho dúvidas e seguramente não me engano.


Não é assim, Sr.Silva?

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Belmiro, Mete Medo?


Belmiro de Azevedo continua ressabiado por ter perdido pela primeira vez.
Não "opou" a PT.
E, como todos os empresários portugueses, culpa o Governo.
Para eles tudo passa pelas benesses dadas pelo governo, pelos negócios com o governo, pelos "monopólios" autorizados pelo governo, pelos "ajustes directos" ajustados com o governo.
E outros expedientes para "sacar" ao governo.
Afinal, indirectamente a todos nós.
Sucede que Belmiro tem a tribuna e alguns jornalistas do Público para essa tarefa suja de, qual menino birrento, vir atacar Sócrates a propósito de tudo e de nada.
Com a superior coordenação artistica de José Manuel Fernandes.
Chegou agora a descida do IVA.
Na realidade unicamente se está a repôr a situação à altura da tomada de posse do governo, altura essa em que, por via do déficit, se teve de aumentar o referido imposto. Compreendo a raiva da oposição que começa a perder um dos cavalos de batalha para a próxima campanha eleitoral, a famosa quebra da promessa eleitoral de não aumentar impostos. Não devemos esquecer que Barroso também aumentou o mesmo imposto, o qual não foi alterado durante o consulado PSD que ainda agravou muito mais a situação deixada por Guterres.
Mas voltemos a Belmiro o qual ,dada a tiragem reduzida do seu jornal e tentando aumentar o leque de potenciais clientes para as suas teses, veio, em pessoa, perorar sobre a redução do IVA. E que diz Belmiro?
Ques se trata de mera publicidade sem impacto na economia.
Demagogia pura.
Quanto ao impacto na economia, não sei nem me interessa se é muito ou pouco.
O que interessa, por muito e variados motivos, é que vá descendo.
Facto sempre reclamado pelos "empresários" e por todos os partidos da oposição.
Quanto a publicidade, Belmiro lá saberá as linhas com que vem cosendo o seu"império".
Aquando da famosa OPA alguns bem-pensantes andaram por aí a dizer que não se poderia entregar a PT a um merceeiro.
Na altura não gostei do termo utilizado, grossseiro, que me pareceu vir de circulos "intelectuais" da direita liberal bem-pensante, só pelo facto do senhor ser proprietário de uma cadeia de supermercados , na realidade as mercearias dos tempos modernos.
Mas, na verdade o que importa é o espirito. E esse parece que continua perfeitamente merceeiro.
Mesquinho e vingativo.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Air á Danser

Saudades dos Penguin Cafe Orchestra

ERC- Ontem Bestas, Hoje Bestiais ou Esta Direita Não Tem Emenda*


O leitor Pedro R. coloca as seguintes questões acerca do relatório da ERC sobre a RTP (abarcando o período de Setembro a Dezembro de 2007):
“(...) Se as televisões noticiarem uma reunião do Primeiro-Ministro com o seu homólogo inglês ou um encontro entre o Ministro dos Negócios Estrangeiros e o Secretário-Geral da ONU, isso conta para a quota de notícias do Governo/Maioria?(...)
Se as televisões noticiarem a realização, em Portugal, uma cimeira internacional – na qual, por definição, estão presentes membros do Governo e não membros dos partidos da oposição –, isso conta para a quota de notícias do Governo/Maioria?(...)
Se uma televisão produzir uma notícia exclusivamente acerca de uma medida do Governo, mas em termos desfavoráveis para o Governo, entrevistando apenas críticos dessa medida (provenientes da sociedade civil e não dos partidos da oposição), isso conta para a quota de notícias do Governo/Maioria?(...)
Se as televisões noticiarem o lançamento da primeira pedra, ou a inauguração de um empreendimento estritamente privado (uma fábrica, um centro comercial, a implosão de umas torres para construir um complexo turístico, etc.), mas para cujo acto oficial foi protocolarmente convidado um membro do Governo (recorde-se que, por definição, os membros de partidos não são convidados para este tipo de actos, mas apenas os representantes institucionais do Estado, que participam nessa qualidade e não como agentes políticos), isso conta para a quota de notícias do Governo/Maioria?(...)
Se um sindicato, orquestrado nos bastidores pelo PCP, realizar uma manifestação, isso não conta para a quota de notícias do PCP?É que, se assim for, não surpreende que haja uma desproporção na representatividade noticiosa do Governo e da Oposição.
E, já agora, se a quota de notícias do Governo/Maioria já tiver sido excedida, é suposto as televisões não darem conta dos diplomas legais que foram aprovados numa das reuniões semanais do Conselho de Ministros?”

( retirado do Câmara Corporativa, sem nenhuns complexos, oh portugal dos pequeninos!)

*Nesta acepção podemos incluir o PCP e o BE

Cenoura Mole e o Liberal Bronzeado


Afinal António Borges mentiu. Vejam só o que o Hoje Há Conquilhas... descobriu :

Segundo o Correio da Manhã, Santana despediu António Borges: «o Governo de Pedro Santana Lopes informou, no final de 2004, a Goldman Sachs (GS), banco de investimento britânico do qual António Borges era managing director, de que pretendia denunciar o contrato de consultoria financeira que tinha com a instituição, no âmbito da reestruturação do sector energético.

Mentiu e a comunicação social, neste caso o "referente" Público, nem se esforçou por confirmar.
Mas o Público é um caso perdido. Com ou sem o seu inenarrável director vai ser sempre a descer quer em qualidade quer em tiragem. Ainda se vai transformar em gratuito para distribuir no Continente

O Mal-Estar Difuso e o Alarmismo Desonesto


" Onde os desenvolvimentos culturais são, de facto, bem sucedidos, e realmente eliminam o mal, raramente despertam entusiasmo" observa o filósofo (Odo Marquand) . "Tornam-se, pelo contrário, naturais, e a atenção concentra-se então naqueles males que subsistem. Deste modo opera a lei da importância crescente dos restos. Quanto mais negatividade desaparece da realidade mais irritada se torna a negatividade remanescente - porque precisamente está a diminuir"


(Odo Marquand citado por Hans Magnus Enzensberger em Os homens do terror, ensaio sobre o perdedor radical)

terça-feira, 1 de abril de 2008

O primeiro de Abril


Retirado do Blogotinha

A Vision of Students Today

Sem palavras

Os Rotweillers da Geração Rasca


Na semana passada num condomínio fechado de sete moradias nos arredores de Lisboa.

Os dois rotwiellers de um jovem casal que aí tem residência permanente foram postos a passear sem trela nem açaimo no espaço comum aos condóminos.

Os jovens presumiram que os seus vizinhos,normalmente só presentes no fim-de-semana, não estariam.

Inconsciência assassina. Afinal estavam as empregadas de limpeza de um morador e traziam consigo uma pequena cadela que foi prontamente trucidada pelos cãezinhos de estimação e exibição dos referidos jovens.

E agora, ainda acham que não se deve legislar sobre estes assassinos? Ainda acham que é uma intromissão na vida privada e na liberdade do cidadão?